Correcção

Na última edição do Correio do Vouga (1 de Março de 2006), na entrevista a D. Manuel Clemente, devido a um erro de formatação do texto, são-lhe atribuídas palavras (a segunda parte da pergunta) que, na verdade, pertencem ao entrevis-tador. Aqui deixamos a pergunta e a resposta em questão, com um pedido de desculpa ao entrevistado e aos leitores.

“Correio do Vouga – A Igreja está disposta a dialogar com todos os sectores da sociedade, mesmo com aqueles que a ela se opõem nestas questões? Ultimamente, a propósito da Gaudium et Spes, tem-se falado muito da nova atitude eclesial perante o mundo… Mas, com quem defende “questões fracturantes”, como o casa-mento homossexual, o diálogo é difícil ou mesmo impossível…

D. Manuel Clemente – O que a Gaudium et Spes fez foi sobretudo pôr a Igreja à escuta e na interpretação dos chamados sinais dos tempos. Mas os sinais dos tempos, como o Concílio os encara, são os sinais dos tempos enquanto tempos do Espírito. Ou seja, nós acreditamos que o Espírito de Deus, que é a alma da Criação, a pouco e pouco vai desdobrando as suas potencialidades em cada geração humana. Quando falamos em geração humana, estamos a falar de humanidade. E quando falamos de humanidade, ainda antes de uma posição religiosa, ou seja, numa posição antropológica, encaramo-la naquilo que é a sua base geral: a alteridade masculino/feminino…”