Preços de saldo… O Beira-Mar somou o quarto empate consecutivo, desta vez sem golos, frente ao último classificado, o Barreirense. Os aveirenses jogaram mal e desperdiçaram oportunidade soberana de reforçar a liderança. Tudo isto em véspera de deslocação a Vila das Aves, onde o Desportivo local já só está a cinco pontos…
A circunstância – Estádio Mário Duarte, em Aveiro; árbitro da partida: João Capela, de Lisboa; 3881 espectadores
Sequência – Desde que Augusto Inácio pediu 3 vitórias para tornar a subida de divisão inevitável, os aveirenses somaram 4 empates! Foi o 3º no Mário Duarte (dois consecutivos no seu reduto). Curiosa-mente, destes 3 empates, 2 aconteceram perante o “lanterna vermelha” da classificação (Chaves e Barreirense).
O jogo – Numa tarde soalheira, os adeptos auri-negros acorreram em bom número para apoiar a sua equipa. Contudo, o futebol pratica-do foi medíocre, com pouca velocidade, muitos passes falhados e sem grande profundidade. Zé Roberto foi quem mais remou contra a maré, no primeiro tempo, mas a sua acção diluiu-se na etapa complementar, acabando por ser substituído. No segundo tempo, aproveitando a entrada de Roma, o Beira-Mar apareceu mais afoito. Contudo, a toada de jogou acalmou; e só perto do fim os aveirenses tentaram novo assédio à baliza forasteira.
Barreirense – Foi sempre uma equipa compacta, mas que mostrou estar completamente ao alcance do Beira-Mar. Indiferentes a isso gizaram algumas jogadas de perigo, pertencendo-lhe inclusive um livre que só uma defesa de grande nível de Srnicek impediu o golo.
Atitude – Os adeptos aveirenses distribuíram alguns apupos à forma demasiado relaxada como a equipa se apresentou, confiante que, sem grandes esforços, o resultado naturalmente lhe iria sorrir. Puro engano, a exemplo do que aconteceu frente ao Leixões. A subida está próxima, mas dava muito jeito ganhar pelo menos os jogos em casa…
Inácio – Somou mais um jogo sem conhecer a derrota, mas a equipa está claramente em quebra, até mesmo com alguma falta de ambição, numa altura decisiva da época. As substituições (Ikome por Roma; Zé Roberto por Carlos Gomes; Diakité por Torrão), também não foram grande tónico…
Arbitragem – Absolutamente inacreditável, sem que tenha havido casos maiores, também devido à correcção dos jogadores. A dualidade de critérios foi gritante; e o árbitro assistente do lado da bancada nascente deveria ser colocado na famosa “jarra”!
Calendário – O Beira-Mar tem tudo para subir de divisão e até conquistar o ceptro da IIª Liga. Tem 4 jogos em casa (Portimonense, Moreirense, Olhanense e Vizela) e 4 fora (Aves, Chaves, Varzim e Ovarense).
Nuno Caniço
