Votos perpétuos da nova carmelita convidam “a ir mais além do que os projectos humanos”, sublinhou o Bispo de Aveiro.
“Eu, Maria da Conceição de São José (…), nas vossas mãos, madre prioresa, consagro-me a Deus omnipotente por meio dos votos de pobreza, obediência e castidade para sempre”. Com estas palavras, Maria da Conceição, na tarde de Domingo, 19 de Março, dia litúrgico de S. José, de joelhos, diante da superiora do Carmelo de S. Bernardo, fez a profissão solene que a tornou plenamente carmelita. De seguida, recebeu o véu preto, sinal da consagração definitiva.
A profissão solene realizou-se durante a celebração eucarística presidida por D. António Marcelino. Familiares da Maria da Conceição, fiéis de Estarreja, de onde é natural, ou simples amigos da nova carmelita e da comunidade religiosa encheram por completo a igreja do Carmelo de S. Bernardo.
Absoluto de Deus
Na homilia, o Bispo de Aveiro realçou o “momento rico da vida da Igreja”, a “aventura da esperança” em que “Deus é protagonista”. “Ela [Maria da Conceição] é mediadora para que o absoluto de Deus aconteça em nós”, disse D. António, sublinhando que o seguimento de Deus, a santidade, é um apelo que não exclui nenhum cristão: “Todos somos chamados à santidade, a ir mais além, mais além do que os nossos próprios projectos humanos”. E para que não restassem dúvidas, nomeou as várias possibilidades de realização desse ideal: no matrimónio, como solteiro dedicado a Deus, consagrado, padre diocesano, enfim, “como cristãos que têm de crescer até à estatura de Jesus Cristo”.
No momento de acção de graças, uma catequista de Estarreja lembrou a disponibilidade com que a Maria da Conceição se dedicava à catequese e animação de grupos de jovens, na paróquia de S. Tiago de Beduído: “Era já um sinal do que com alegria estamos hoje a celebrar”. E acrescentou: “Pedimos que mantenha sempre vivo o entusiasmo do seu sim” e que “pelas suas preces (…) nos tornemos mais assíduos à oração” e “escutemos a fé que dá sentido à vida”. A nova carmelita agradeceu aos seus pais, irmãos e familiares e lembrou o acompanhamento espiritual do seu pároco, Pe António Fragoso (que não pôde estar presente devido à procissão dos Passos em Estarreja) e do Pe Ângelo, que se deslocou do mosteiro de Singeverga a Aveiro para participar na celebração. J.P.F.
