Converter-se – tarefa árdua

Reaprender… para viver melhor “Na verdade, converter-se não é, à partida, um convite naturalmente simpático. Pelo contrário, amedronta, porque, qual espada de dois gumes (Act.4,12-13), vai imediatamente direito ao coração, ao centro da nossa pessoa; tem por alvo o núcleo divino da liberdade de que todo o ser humano é portador, que nos constitui como pessoas e graças ao qual tanto somos capazes de nos enrolar em nós mesmos e virar o mundo para nós, como de sair de nós, abrindo-nos a Deus, ao mundo e a todos. É precisamente no modo como a nossa liberdade se orienta, fechando-nos ou abrindo-nos, que há-de situar-se a conversão. Mais ainda, a conversão é esse orientar-se. De onde e para onde?”

O convite de Jesus Cristo é para nos convertermos à Boa Nova do Reino. Não é simplesmente um movimento de “volver”. É, antes, uma transformação de “volver-se”. Ou seja, implica uma decisão no cerne da liberdade, que assuma como caminho de realização outra direcção na vida, nos pensamentos, nas escolhas, nas atitudes. Decididamente voltar-se para um Outro, de quem se tem sede, de quem se anda à procura.

Q.S.