Ovos Moles de Aveiro com selo de garantia No período da Páscoa, serão postas à venda as primeiras embalagens de Ovos Moles de Aveiro devidamente certificadas com o “selo” de garantia. A revelação foi feita pelo presidente da APOMA – Associação dos Produtores de Ovos Moles de Aveiro, José Francisco Silva, na conferência de imprensa convocada para divulgar a Indicação Geográfica Protegida atribuída aos ovos moles. Este doce aveirense será o primeiro produto de doçaria conventual a ser protegido e certificado em Portugal, prevendo-se que também venha a ser o primeiro a receber idêntica certificação a nível da União Europeia.
Só os ovos moles produzidos nos dez concelhos integrados na zona geográfica demarcada (Ovar, Murtosa, Estarreja, Albergaria-a-Velha, Sever do Vouga, Aveiro, Ílhavo, Águeda, Vagos e Mira) podem ostentar a designação de “Ovos moles de Aveiro”, e isso desde que cumpram os requisitos constantes no Caderno de Especificações dos Ovos Moles de Aveiro, requisitos que serão avaliados pelo respectivo Organismo Privado de Controlo e Certificação, que neste caso é a Sagilab.
A matéria-prima para a confecção das hóstias que envolvem os ovos moles também terá que ter origem nessa área. Já os ovos a utilizar na confecção dos ovos moles deverão ser produzidos nesses dez concelhos ou ainda nos municípios de Oliveira de Frades. S. Pedro do Sul, Tondela e Vouzela.
Os ovos moles certificados poderão ser comercializados individualmente (em hóstia) ou dentro das tradicionais barricas de madeira ou nas novas barricas de porcelana. Todas as embalagens de ovos moles certificados terão o correspondente rótulo de autenticidade. O mesmo se passará com os estabelecimentos produtores e os estabelecimentos onde são comercializados, que podem ser os locais onde são produzidos (exclusivamente na zona geográfica demarcada) ou estabelecimentos autorizados (tanto dentro da zona geográfica demarcada, como em qualquer parte do país ou no estrangeiro). Os locais de comercialização de “Ovos moles de Aveiro” terão, em local bem visível, uma placa onde constará a imagem dos Ovos Moles de Aveiro, a menção de Estabelecimento Autorizado, o símbolo da APOMA e o número de autorização. Será expressamente proibida a venda ambulante de ovos moles de Aveiro, ainda que pré-embalados na origem, bem como a exposição em locais que apanhem sol.
A APOMA poderá aplicar sanções aos produtores que confeccionem ou comercializem ovos moles com a designação de “Ovos moles de Aveiro” que não cumpram as normas estipuladas no Caderno de Especificações dos Ovos Moles de Aveiro
A Universidade de Aveiro irá criar, em colaboração com o Organismo Privado de Controlo e Certificação, um Painel de Provadores, organismo que será totalmente independente dos produtores e que terá por funções provar, avaliar, classificar e efectuar o ranking qualitativo dos produtores de ovos moles de Aveiro.
José Francisco Silva sublinhou que a APOMA irá colaborar com outras entidades para a certificação de mais produtos da doçaria conventual e tradicional, nomeadamente com os produtores de Pão-de-ló de Ovar e dos Pastéis de Tentúgal.
