Senhor, a vida assemelha-se
aos dedos de uma mão:
o seu comprimento não é maior
do que o de um palmo.
Mas, tal como cada dedo da mão,
também cada fase da vida
tem a sua característica,
cada idade tem a sua beleza
e os seus compromissos.
Ensina-nos a crer
que tamém a velhice
não está desprovida de bens
porque, atenuando o ímpeto das paixões,
permite que cada um perceba melhor
o sentido da vida
e alcance a sabedoria do coração.
Ajuda-nos a não nos entregarmos
ao tempo que corre veloz,
mas a valorizar plenamente
os anos que nos restam para viver.
Faz com que acolhamos a velhice
como etapa definitiva da maturidade
e sinal da tua bênção.
João Paulo II, da Carta aos anciãos, 4-6
Ao passar um ano sobre a morte do Papa (2 de Abril de 2005) que soube viver admiravelmente a sua velhice, citamos este excerto da “Carta aos Anciãos”, de 1 Outubro de 1999. “Se a vida é uma peregrinação em direcção à pátria celestial, a velhice é o tempo no qual se olha mais naturalmente para o limiar da eternidade”, escreveu João Paulo II.
A oração aqui publicada é uma adaptação dos nºs 4-6 e surge em “Dá mais vida aos meus anos. Invocações e orações dos anciaos”, ed. Paulinas.
