Um dos critérios decisivos da verdade de uma religião é o seu compromisso com os direitos humanos e a realização plena do homem. Deus pergunta aos crentes, por exemplo, o que fazem pelas 20 mil pessoas que diariamente morrem por causa da fome.
Anselmo Borges
Diário de Notícias, 02-04-06
O Canadá tem de longe uma legislação mais aberta do que a União Europeia neste domínio. É o país que, em relação à sua população, admite anualmente mais imigrantes legais à escala mundial.
António Vitorino
Expresso, 01-04-06
Foi esta semana que a polícia espanhola descobriu e deteve nove portugueses que “possuíam”, é caso para dizer algures em Espanha, quarenta e três portugueses como escravos, devidamente recrutados em Portugal e mantidos “presos” sem papéis nem dinheiro. (…)
Foi nesta semana que se percebeu melhor que os portugueses mantidos a trabalhar em situação de cruel exploração na Holanda tinham sido recrutados e levados em condições estranhas para aquele país por portugueses a agir livremente em Portugal.
António Barreto
Público, 02-04-06
Magdelene, uma menina de 16 anos, não tinha dinheiro para pagar, aos mafiosos como Karim, a travessia do Estreito [de Gibraltar] e estava a morrer de febre tifóide numa floresta dos arredores de Ceuta. Como era muito boa aluna na Nigéria, acreditava que, mal chegasse à Espanha, teria uma bolsa do Governo para prosseguir os estudos. Quando lhe perguntei porque teria essa sorte, quando todas as outras nigerianas são obrigadas a prostituir-se, deu-me a resposta mais inteligente que eu ouvi em toda a minha carreira de jornalista: “Porque o meu Deus te vai usar a ti para me ajudar”.
Paulo Moura
Público, 02-04-06
Segundo os documentos que temos, ele não morreu de velho nem de acidente cardiovascular. Como dizem os Actos dos Apóstolos (4,27-28), foi morto por uma coligação internacional, criada para o efeito, sendo, por isso, absurdo responsabilizar o povo judeu pela morte daquele que considero a sua maior glória. (…)
A cruz pode não ser atraente. É a mais cruel das condenações. A cruz de Cristo é, no entanto, o símbolo e a realidade do que há de invencível no amor incondicional mesmo crucificado.
Bento Domingues
Público, 02-04-06
