Falta de comparência

Ponta de Lança O país está com dificuldades, o que é óptimo, se soubermos capitalizar as fraquezas em força, em transformação da nossa economia, da nossa indústria (a eterna lacuna! A Revolução Industrial que teve início no século XVIII, na Inglaterra, com a mecanização dos sistemas de produção, em contra-ponto com a Idade Média, em que o artesanato era a forma de produzir mais utilizada, parece que ainda não triunfou entre nós de forma sustentável?!); e, para além da confecção e transformação, há o turismo – sempre adiado –, a agricultura, as pescas (em fim de reinado, como parece óbvio), a tecnologia de ponta (pouco explorada) e os serviços, em particular os muitos afectos à administração pública (e como são muitos?). Enfim, tudo parece perder por falta de comparência!

O modelo de “estado social” parece ser o mais justo, o mais equilibrado… quando o próprio Estado é justo e equilibrado! O que é difícil. Basta que cada um analise a rapidez com que tem de pagar as dívidas ao Estado e a lentidão com que é ressarcido pelo Estado.

No fundo, estamos num estádio da nossa evolução que anedoticamente perde com frequência por falta de comparência, como os clubes que actualmente começaram, sobretudo no futebol; no entanto, nota-se agora com o futebol o que já se viu em modalidades com menos impacto, expressão social.

Segundo os regulamentos, do futebol, quem tem mais de três faltas de comparência consecutivas (salvo erro!) é irradiado da competição e a todos os pares são anulados os resultados entretanto obtidos entre eles e o irradiado. É uma medida interessante, polémica porventura, mas que se poderia aplicar a outras instituições!

A aplicação da irradiação por falta de comparência seria interessante a nível da União Europeia – quando não cumprimos o défice, por exemplo; a nível da Assembleia da República – quando não há quorum; a nível dos índices de poluição; de acidentes por excesso disto ou daquilo; por má gestão dos dinheiros públicos;… perdíamos a independência, isto virava uma base aérea da NATO ou um enclave do Oeste (de Espanha).

Terrível, não é? Assustador, pelo menos! Ao trabalho, é preciso marcar presença!

Desportivamente… pelo desporto!