Reaprender… para melhor viver Não há qualquer espécie de dúvida de que o Mistério Pascal é o centro da vida cristã e da sua celebração. Resulta, por isso, normal que seja em torno dele que se gera a ordenação do ano litúrgico.
Todavia, a Igreja não descurou a afirmação de que Jesus Cristo, o Verbo eterno, é uma Pessoa enraizada na história do Homem, do Mundo. A partir do fim do séc. III, um outro pólo de celebrações se começa a constituir. Têm que ver exactamente com o nascimento de Jesus.
A primeira festa, a 6 de Janeiro, especialmente relevante para o Oriente, celebra a manifestação do Filho de Deus. Mantemos essa festa, com a designação de Epifania, que quer dizer isso mesmo – manifestação. E, para os Orientais, esse é o dia de Natal.
Em meados do séc. IV, num calendário elaborado por Dionísio Filócalo, aparece esta nota: “25 de Dezembro: Nascimento do Sol Invicto. Nasce Cristo em Belém de Judá.” Era a data da festa romana do nascimento do sol, aproveitada pelos cristãos, para celebrar o nascimento de Jesus, o verdadeiro sol da vida. E, pouco tempo depois, surge a preparação desse facto importante, que se fixa, no séc. VI, em quatro domingos – é o tempo do Advento.
Q.S.
