Maria Arminda Ribeiro dos Santos, coordenadora, dá a conhecer a ACI “Faz apostolado onde estás. Na tua profissão, no sítio onde te encontras, no teu grupo, qualquer ocasião é propícia para dar testemunho”. Quem o afirma é Maria Arminda Bizarro Ribeiro dos Santos, coordenadora diocesana da ACI – Acção Católica dos Meios Sociais Independentes. Para esta antiga professora de Educação Tecnológica, com origens no Porto, mas radicada em Aveiro há cinquenta anos, o testemunho profissional é uma das características fundamentais da ACI. “Um pequeno gesto pode ter pouco significado, mas marca”, diz ao Correio do Vouga. “Há uns anos, numa escola da cidade, uma turma quis fazer umas rifas e sortear uma garrafa de whisky como forma de arranjar dinheiro para a viagem de finalistas. Sugeri-lhes, então, que fizessem antes uns autocolantes com desenhos e mensagens deles. Mais tarde, a professora de Educação Moral e Religiosa veio dizer-me que tinha notado que havia alguém a trabalhar dentro da sua linha de água”, conta Maria Arminda. “Trabalhar no meio em que se está e não deixar fugir uma oportunidade de dar testemunho – é isto que afirma a ACI”, conclui a coordenadora diocesana.
A ACI está presente em todas as dioceses portuguesas, em algumas regiões com grande força, como nos Açores e na Madeira. Em Aveiro, é constituída por 15 senhoras que se reúnem uma vez por mês e que hoje, 14 de Junho, com mais algumas simpatizantes, estão em Schoenstatt (na Gafanha da Nazaré), numa tarde de reflexão e convívio.
Maria Arminda reconhece que o movimento “não é de grandes massas”, mas poderia crescer um pouco. Por outro lado, o nome, com a referência aos meios independentes “não é o mais feliz”. “Este ‘independente’ faz impressão a muita gente. Hoje, meios independentes, não há. Todas as senhoras têm profissão. Ou se estão reformadas, são ‘baby-sitters’, cuidam dos netos e têm outras funções dentro da Igreja”, afirma a coordenadora.
A formação cristã é outras das dimensões fundamentais deste movimento. “Se não fazemos formação, se se faz apenas a Primeira Comunhão, ficamos pelo a-e-i-o-u. E com este material não se vai longe. À primeira dificuldade por causa desta ou daquela ideia, desmorona-se tudo o que se aprendeu sem consistência”, diz Maria Arminda, reconhecendo que nessa área o movimento lhe deu muito.
Este ano, a ACI tem como lema, a nível nacional, “Viver a Verdade”, o que implica que cada um avalie a sua própria vivência da verdade “em casa”, “na sociedade” e “em Igreja”, conforme podemos ler no guião que a equipa nacional elaborou como subsídio para os grupos locais.
BI do movimento ACI
Nome: ACI – Acção Católica dos Meios Sociais Independentes.
Historicamente, este movimento de leigos, segundo o espírito da Acção Católica, surgiu no contexto das profissões liberais (entre mulheres que eram esposas de médicos, advogados ou empresários), em contraste com o meio operário e o meio rural. Hoje, os meios não estão tão separados como há décadas.
Presença: Na diocese, a ACI está presente apenas na cidade de Aveiro, e é constituída por 15 senhoras. A ACI está em todas as dioceses de Portugal, com cerca de 750 elementos.
Coordenadora diocesana: Maria Arminda Bizarro Ribeiro dos Santos
Contacto: 234 423 094
Assistente diocesano: Pe João Paulo Ramos.
Como trabalha: Seguindo o método clássico da Acção Católica, neste caso, assim formulado: Ver (Olhar com lucidez as realidade do mundo e a nós próprios); Discernir (Deixar-se interrogar pelas escrituras e pela Palavra da Igreja); Agir (Trabalhar na mudança da nossa própria mentalidade e na das pessoas do nosso meio).
