João Paulo II pediu à Igreja que aproveitasse o dia do Sagrado Coração de Jesus para rezar, em comunidade ou em particular, para que tenhamos, cada vez mais, padres santos. Na próxima sexta-feira, dia 23 de Junho, teremos ocasião para satisfazer este pedido que Bento XVI fez também seu.
O povo cristão precisa de padres que sejam, antes de tudo o mais, homens de Deus, rostos visíveis de Cristo, Bom Pastor, sentinelas vigilantes num mundo em que se vai perdendo o sentido do sagrado e muitos deixam de ter Deus, que é Pai, como referência libertadora para a sua vida.
Ao padre cabem, por inteiro, as palavras de Jesus aos discípulos: “Já não vos chamo servos, mas amigos, porque vos dei a conhecer tudo o que ouvi de Meu Pai.” Homem para os outros nas coisas que se referem a Deus, o padre não pode dispensar-se de ser um íntimo do seu Senhor. Para ele, isto significa a sua realização plena e, para os cristãos, a resposta generosa ao direito que eles têm em relação aos padres que os servem.
Recomendo às comunidades paroquiais e de consagrados, às fa-mílias cristãs, aos grupos apostó-licos e aos grupos de oração esta intenção. Aos nossos padres, a humildade confiante da sua oração deste e de todos os dias, para que sejam os primeiros a responder ao convite: “A vontade de Deus é que sejais santos!”
Presidirei, na Sé catedral, à Eucaristia das 19 horas, na próxima sexta-feira, por esta intenção, convidando a que se unam a mim todos os que desejarem e puderem.
António Marcelino, Bispo de Aveiro
