De Orange a Windsor

Ponta de Lança Portugal está entre duas casas reais! Será o triunfo da monarquia… ou mais emergentes repúblicas?

Como foi possível, sem qualquer referendo ou revolução, impor a lei republicana numa Casa de grandes tradições, a de Orange! Mais uma Monarquia Europeia e Mundial foi conquistada por uma República. Curiosamente o “mentor” desta “revolta” veio do Brasil, como do Brasil veio, no dia 1 de Janeiro de 1642, Pe. António Vieira; outro mentor para a conquista das boas graças dos holandeses. A ele se deveu a organização duma companhia de comércio, do género das que tinham feito a glória e a riqueza da Holanda, e apesar da companhia de comércio portuguesa não chegar a ter nunca o mesmo desenvolvimento, prestou, contudo, na restauração das nossas colónias, relevantes serviços. Nesta sua campanha a favor da companhia do comércio, sustentou Vieira algumas ideias notavelmente arrojadas para o seu tempo, tendo pregado a doutrina da tolerância com os judeus para que Portugal pudesse reaver a riqueza que se estava a acumular na Holanda.

E agora surge no horizonte a Casa de Windsor!

Procurando na história, o ultimato da Inglaterra a Portugal ofereceu a Alfredo Keil a inspiração que haveria de imortalizar as nossas boas (e menos boas) relações com os britânicos, através da composição do canto patriótico “A Portuguesa”, a cantiga que se tornou popular em todo o país e seria mais tarde transformada em hino nacional de Portugal. Keil estudou desenho e música em Nuremberga! Exactamente, na cidade onde Portugal ganhou o direito de se poder opor à “armada britânica”, depois de conquistar a Holanda: Nuremberga!?

Coincidências ou caprichos da história, apenas vamos acompanhando o campeonato do mundo de futebol, nada mais!

Quer queiramos quer não, com maior ou menor “fair-play”, o acontecimento futebol é o meio mais pacifista do confronto emocional e patriótico das civilizações. Nada congrega tantos em tão pouco: um jogo de futebol!

“Contra os bretões…”

Desportivamente… pelo desporto!