Adeus, até sempre, amigo…

Adeus, até sempre, amigo António José Urbano (Dr.)

Não consigo exprimir o que me vai na alma… tenho que pedir ajuda ao nosso grande amigo P.de João Mónica da Rocha que nos explique e nos conforte com as suas palavras, sempre muito oportunas e eloquentes, a razão porque os desígnios de Deus, por vezes, são tão difíceis de compreender e de aceitar!

Mas talvez seja a prova máxima que nos é pedida, aceitar a Sua Vontade.

Chamando-te para a outra “Vida” (conceito que tanto nos uniu nos princípios e causas que juntos partilhámos e pelas quais nos batemos…), terá certamente outras missões para a tua pessoa, porventura ainda bem mais exigentes… Prepara-te amigo, não penses que vai ser fácil!

Se “da Lei da morte…(e desta Vida)…, por obras valorosas te libertaste”, estou certo que, onde quer que estejas, na outra “Vida”, o Senhor se encarregará de te libertar em definitivo da morte.

A morte não faz qualquer sentido para quem tanto de si e de bem deu aos outros e a Vida faz todo o sentido para quem tanto de si e de bem continuará a dar!

Adeus, até sempre, amigo Tozé.

Gafanha da Boavista, 21 Julho 2006

João Paulo Magalhães Crespo

Vítima de um aneurisma cerebral, faleceu, no dia 20 de Julho, António José Urbano. Casado com Elisa Pereira Urbano e pai de quatro filhos – Inês, Vasco, Afonso e Mafalda –, Tó Zé, como era conhecido, tinha uma vida apostólica intensa, quer na paróquia de S. Bernardo, Aveiro, onde era catequista e membro do Conselho Pastoral Paroquial, quer na pastoral familiar da diocese de Aveiro, de cuja equipa de Preparação Remota para o Matrimónio fazia parte há 12 anos. Desde a juventude integrava uma CVX (Comunidade de Vida Cristã – movimento de espiritualidade ligado aos jesuítas).

Formado em gestão, António José Urbano, de 46 anos, trabalhava na PT Inovação, em Aveiro, e era membro da ADAV (Associação de Apoio e Defesa da Vida) e do OPTE (movimento cívico nascido no Colégio de Calvão, de expressão nacional, a favor da possibilidade de os pais escolherem realmente a escola para os seus filhos).

Na impossibilidade do Bispo de Aveiro, Mons. João Gaspar, vigário-geral da Diocese, presidiu às exéquias de António José Urbano, que foi sepultado no Cemitério de São Bernardo.

Na próxima sexta-feira, 28 de Julho, às 19h, na Igreja de São Bernardo, celebra-se a Missa de 7º Dia.

J.P.F.