Marinas são essenciais para a região A Ria de Aveiro já está incluída no Plano Estratégico Nacional do Turismo (PENT), afirmou o presidente da Região de Turismo da Rota da Luz, Pedro Silva, no passado sábado, num encontro promovido pela Academia Aberta do Turismo / Instituto Português de Desenvolvimento Turístico, realizada em Aveiro, no qual esteve em análise a região de turismo aveirense.
Na primeira versão do PENT, a Ria de Aveiro não estava referenciada. No entanto, depois de dois meses de trabalho, Pedro Silva pôde constatar, na reunião decorrida na passada sexta-feira, no Ministério do Turismo, em Lisboa, que na actual versão do Plano Estratégico Nacional do Turismo, que ainda não é a definitiva, a Ria de Aveiro “já aparece, não na primeira prioridade, como era o nosso desejo, mas na terceira prioridade. Vamos trabalhar para ver se conseguimos que o turismo náutico possa vir a ser o ponto essencial do turismo da região de Aveiro. Mas, para isso, é muito importante que as infra-estruturas sejam construídas”.
Entre essas infra-estruturas, o responsável pela Rota da Luz elege as projectadas marinas da Barra e de Aveiro, esta última a construir no âmbito do Polis Aveiro. “Estamos a perder muito pelo facto dessas marinas ainda não estarem construídas”, sublinha Pedro Silva.
A par dessas duas marinas – uma de grandes dimensões e com capacidade para acolher embarcações de recreio de grande porte, a construir na Barra, e outra à entrada de Aveiro, permitindo a chegada de iates até muito próximo do centro urbano da mais importante cidade da região – o presidente desta região de turismo considera relevante a existência das diversas marinas, de menores dimensões, actualmente existentes ao longo da ria. E isso porque, como diz, é a Ria de Aveiro que “cria singularidades na nossa região, singularidades que não são só nacionais mas universais”.
Para Pedro Silva, a área geográfica influenciada pelas dezenas de quilómetros da bacia hidrográfica da Ria de Aveiro “permite um conjunto de abordagens turísticas e uma identidade que faz a diferença relativamente ao país, à Península Ibérica e até mesmo à Europa. É isso que nós temos de aproveitar, essa especificidade que nos é única no país e de que há poucas no mundo”.
O interesse da Rota da Luz pela construção das marinas da Barra e da Polis Aveiro foi ainda mais reforçado pela constatação de que, “hoje, as marinas são o maior valor acrescentado por turista na Europa. Hoje, ainda mais do que o golfe, é o turista náutico aquele que deixa ficar mais dinheiro na região que visita”, realça Pedro Silva.
