“Entender o mundo para lhe anunciar a fraternidade e o amor de Cristo”

Memória CV – Há 25 anos Na edição de 2 de Outubro de 1981, o Correio do Vouga publica uma entrevista ao Frei Silvino, que fora ordenado padre no dia 27 de Setembro desse ano (ver página 8 desta edição). O padre que actualmente faz parte da comunidade do Carmo de Aveiro, então com 27 anos, contava as origens da sua vocação: “Fui despertado para o Seminário através de uma visita que o Sr. Pe. Domingos fez à escola, quando eu frequentava a 4ª classe. Logo aí pensei em ir para o Seminário, o que não chegou a acontecer, por sugestão dos meus familiares, que me aconselharam a descobrir, primeiro, se essa era a minha verdadeira vocação. Assim aconteceu. Frequentei o Liceu de Aveiro, enquanto ia pensando no que, verdadeiramente, gostaria de fazer no futuro. Mais tarde, surge na Paróquia o Movimento de Schoenstatt, ao qual aderi. Ajudei a fundar o grupo de jovens, onde, através do estudo e da reflexão, métodos de trabalho que sempre utilizei, descobri que, para ser feliz, teria que me realizar e, para isso, seria necessário determinar a minha verdadeira missão no meio dos homens, meus irmãos, e na Igreja de Deus a que pertencia.”

Frei Silvino diz ainda que foi determinante “um encontro com Padres da Comunidade do Carmo, uma visita à sua casa de Fátima e um simples convite para continuar com eles, se o desejasse”. “Porquê, então, a Ordem do Carmo?”, pergunta-se. “Pela vida comunitária e fraterna que nela se vive e pela experiência de Deus a todo o momento sentida e participada”. Como lema sacerdotal, o seguidor de Sta. Teresa de Ávila e São João da Cruz afirma: “Uma vida de sacerdote atento ao mundo para o entender e para lhe anunciar a fraternidade e o amor de Cristo”.