Depois dos rankings, é tempo de dar mais autonomia às escolas e mais liberdade de escolha às famílias.
José Manuel Fernandes
Público, 21-10-06
(…) É importante ter algo de adquirido, de estável, que permita o progresso e que seja o quadro de referência de uma geração. Em Portugal, na educação, nada existe que se pareça com isso. Está sempre tudo em causa. O que se traduz num ensino de má qualidade e em estudantes ou profissionais muito mal preparados. O que implica um colossal desperdício de pessoas e de recursos. O que provoca um permanente abaixamento, ou pelo menos uma não elevação cultural da população. E o que, infelizmente, contribui de modo muito eficaz para o aumento da desigualdade social.
O Ministério da Educação e os sindicatos de professores são os maiores obstáculos e os mais temíveis inimigos da educação. Coligam-se de vez em quando e daí vem prejuízo para os estudantes e seus pais. Guerreiam-se a maior parte do tempo e daí resultam danos para os estudantes e seus pais.
António Barreto
Público, 21-10-06
As auto-estradas sem custos para os utilizadores são uma invenção do tempo das vacas gordas. Não há dinheiro para sustentar os pesados encargos das Scut e não há razões de desenvolvimento regional que justifiquem não pagar portagens.
João Cândido da Silva
Público, 21-10-06
O domingo existe para se respi-rar o ar de Deus na beleza do mundo e no encontro dos irmãos.
Bento Domingues
Público, 22-10-06
A protecção da natureza, do ambiente e dos equilíbrios ecológicos é uma preocupação dominante do nosso tempo. Ainda bem (…). Cu-riosamente, o empenho de tanta gente em preservar espécies animais e vegetais conhecidas apenas de alguns especialistas não se sente quanto à protecção do embrião e do feto na barriga da mãe. E, aí, o que está em causa não é apenas natureza nem dia animal ou vegetal, mas vida humana. (…) Com a ajuda da crescente visibilidade da vida intra-uterina, talvez daqui a algum tempo se alterem muitas opiniões que actualmente encaram o aborto como mero problema de saúde pública. E reconheçam, então, estar aí em jogo, não sobretudo o corpo da mulher, mas antes de mais a vida de terceiros.
Francisco Sarsfield Cabral
Diário de Notícias, 21-10-06
Há poucos meses, numa visita oficial, passei à porta de uma empresa que tinha um cartaz que dizia: “Determinamos o sexo do nascituro às oito semanas de gravidez” (…). Desde o dia em que percebi que é tecnicamente possível determinar o sexo do filho que se vai ter às oito semanas, mais me questiono com a possibilidade de o aborto vir a ser livre, e feito nos hospitais simplesmente a pedido da mulher, até às dez semanas de gravidez (…).
Zita Seabra
Público, 10-10-06
