Estamos citados para o combate! Já ninguém pode dizer que não tem orientação, que não tem apoio e estímulo. O Conselho Permanente da Conferência Episcopal falou claro. Outras vozes episcopais se ergueram para dizer alto e bom som que a Igreja, para ser fiel à sua missão, não pode mudar esta convicção e anúncio: “O ser humano está todo presente desde o início da vida, quando ela é apenas embrião”.
Aquilo que os políticos querem transformar em motivo de campanha eleitoral é uma questão fundamental, que ultrapassa as conotações religiosas, porque se insere na própria natureza: o direito à vida não é referendável. Não se trata de, com o aborto legalizado, proteger um direito da mãe; trata-se de legalizar a possibilidade de atropelar o fundamento de todos os direitos. Porque uma coisa é poder decidir não conceber; outra é dispor da vida concebida. A vida é indisponível!
Falar claro implica dizer que, “para os fiéis católicos, o aborto provocado é pecado grave, porque é uma violação do 5.º mandamento da Lei de Deus”. E a Igreja tem obrigação de formar as consciências, para que, trilhando caminhos correctos ou incorrectos, cada um viva uma cultura de responsabilidade. Esta é uma questão de lei natural – a defesa da vida! -, fundamento de uma ética universal, que o Criador elevou a um assunto de Sua vontade.
E, depois, é falsa a questão de querer resolver o aborto clandestino com esta legalização. Mais do que outra coisa qualquer, importa promover a cultura da vivência de uma sexualidade responsável, de relações humanas sadias. Por outro lado, o acolhimento e apoio às mulheres que se vêm grávidas em circunstâncias imprevistas é o caminho que as trará de volta à recuperação da sua dignidade, com o respeito pela sua vida, a sua saúde, sem pôr em causa a vida gerada.
Tudo isto porque é ponto de honra “cumprir compromissos eleitorais assumidos”. Como se fosse possível consolidar-se impunemente um poder político conquistado à custa de uma subtil chacina de inocentes. Com a agravante de serem os contribuintes a pagar este serviço de “crime organizado” através dos seus impostos, por via de um serviço público de saúde, o qual, escandalosamente, não tem meios para obviar a condições primárias da saúde dos cidadãos.
O desafio está lançado! Todos os católicos são convocados para a missão do esclarecimento, em ordem a uma opção consciente pela vida, recusando a legalizada cultura de morte. Os pastores não deixaram de fazer ouvir a sua voz. Todos, com respeito e amor à vida, estão interpelados para o trabalho a fazer.
