Eles são pais!…

Olho de Lince Acontece, hoje com relativa frequência, serem os pais (maridos) a apresentar as suas crianças ao baptismo. E sabem fazê-lo! Sem complexos, assumem a sua paternidade no seio da comunidade; e manifes-tam a convicta partilha de cuidados e carinhos com toda a competência, sem qualquer menosprezo pelas esposas e mães.

Nestes últimos tempos, isso tem acontecido com frequência. E é sensível a alegria com que o fazem, desafiando as práticas sociais contrárias, ainda existentes e expressão de um desusado machismo. Como se a afeição não tivesse lugar na vida dos homens!

Este cenário enternecedor, graças a Deus repetido, faz-me pensar preocupado no que será a “evoluída aquisição” de uma família com mãe 1 e mãe 2 ou pai 1 e pai 2. De facto, a vida humana é indisponível. Como tal, os direitos de adopção não podem sobrepor-se ao direito à vida dos adoptados num clima familiar natural. Não se trata de ser conservador; trata-se de respeitar a natureza.