No Angelus, Bento XVI referiu-se também ao Dia Mundial das Missões “Votos de serenidade e paz” para todos os muçulmanos. É o que deseja o Papa Bento XVI que, após a recitação do Angelus, hoje, recordou o fim do Ramadão. “É com alegria que envio uma cordial saudação aos muçulmanos do mundo inteiro que, nestes dias, celebram a conclusão do mês de jejum do Ramadão. A todos faço votos de serenidade e de paz” – referiu Bento XVI, a partir da Praça de S. Pedro.
Bento XVI quis recordar também as notícias que chegam do Iraque, a grave situação de insegurança e a violência a que se encontram expostos muitos inocentes, só pelo facto de serem xiitas, sunitas ou cristãos. “Compreendo a viva preocupação da comunidade cristã e desejo assegurar-lhe a minha proximidade, assim como também a todas as vítimas. Para todos invoco força e consolação”, disse o Papa, convidando todos à oração “ao Omnipotente, para que dê a fé e a coragem necessárias aos responsáveis religiosos e aos líderes políticos, locais e do mundo inteiro, para que apoiem aquele povo no caminho da reconstrução da pátria, na busca de equilíbrios partilhados, no respeito recíproco, na consciência de que a multiplicidade das suas componentes é parte integrante da sua riqueza”.
Mas a Mensagem que Bento XVI deixou na alocução mariana do Angelus teve por tema central o Dia Mundial das Missões. O Papa recordou que foi o seu predecessor Pio XI a instituir, há 80 anos, esta jornada anual. Comentando o tema deste ano, “O Amor, fonte da missão”, o Papa sublinhou que “a missão parte sempre do coração: quando uma pessoa se detém a rezar diante do Crucifixo, com o olhar dirigido àquele coração trespassado, não pode deixar de sentir dentro de si a alegria de saber-se amado e o desejo de amar e de se tornar instrumento de misericórdia e de reconciliação”.
