Proclamação da palavra

Reaprender… para viver melhor É fundamental a consciência, da parte dos leitores, que sobem ao ambão para proclamar não as suas palavras, mas a Palavra de Deus, que interpela e dá vida, que não passa mas permanece. E também a consciência de que, para muitos dos ouvintes, essa é a única ocasião na semana em que escutam o que Deus lhes diz.

Todos os pormenores técnicos são importantes: verificar se o microfone está ligado, certificar-se se a leitura é a certa, colocar-se em posição ajustada à aparelhagem, cuidar a dicção… Mas a questão primeira é que o leitor tenha saboreado previamente o texto!

Se o fez, por sucessivas leituras, pela interiorização e oração, ela será a Palavra de Deus assumida pela sua vida; e brotará com fluência e convicção, saída do coração e contagiando os participantes da Celebração. De contrário, sem a mediação do eco no próprio leitor, será “bronze que ressoa ou címbalo que retine”, sem força persuasiva, sem poder interpelativo.

Em todos os serviços da liturgia, como em todos os aspectos da missão, o funcionalismo é o vício que mata a comunicação, a doença que anula a própria dimensão salvífica.

Q.S.