Existe uma forma subtil de o poder político premiar ou punir os órgãos de comunicação: através da publicidade institucional. Quando o órgão é manso, recebe o seu biscoito. Quando o órgão ladra e morde, a ração é controlada. Por isso é fundamental saber quanto se gasta e, sobretudo, onde se gasta o dinheiro público: a «liberdade de expressão», hoje, não se faz com comissões prévias de censura. Faz-se com o livro de cheques na mão. A trela é a mesma.
João Pereira Coutinho
Correio da Manhã, 26-02-2010
Os políticos são figuras públicas que, numa democracia, não podem liderar apenas pela imposição da sua vontade, mas pela inspiração do seu exemplo.
José Manuel Fernandes
Público, 26-02-2010
Portugal sente é falta de quem tenha autoridade moral para o mobilizar para o bem comum. Sem este crédito, abre falência.
D. Carlos Azevedo
Correio da Manhã, 26-02-2010
A tentação maior da Igreja é a do poder: poder social e político, controlo das consciências, imposição das suas normas aos não crentes, aceitação de uma religiosidade mágica e milagreira…
Anselmo Borges
Diário de Notícias, 27-02-2010
A oração nasce do encontro com o sentido da vida. A magia não é a lei da sua eficácia. Para ser contemplativo na acção, não é necessário multiplicar as orações. É preciso deixar-se desarmar diante de Deus e do mundo, deixar-se surpreender pela sua graça e pela sua beleza.
Bento Domingues
Público, 28-02-2010
O escrutínio dos actos políticos, em nome do mais elementar interesse público, é uma missão insubstituível dos órgãos de comunicação social. Que têm não só o direito, mas o dever de exigir dos protagonistas políticos elevados padrões éticos, confrontando permanentemente o que dizem com o que fazem.
Editorial
Diário de Notícias, 28-02-2010
