Estarreja 12.550 pessoas de Estarreja e da Murtosa, e ainda da freguesia aveirense de São Jacinto, assinaram um documento, que foi enviado ao ministro da Saúde, Correia de Campos, contra o eventual encerramento do Serviço de Urgência do Hospital Visconde de Salreu.
Os subscritores do documento argumentam que “a população do concelho de Estarreja entende como necessário e imprescindível a manutenção do Serviço de Urgência no Hospital Visconde de Salreu e a sua integração como Unidade Básica de Urgência na rede de referenciação hospitalar”.
O documento recorda que o Serviço de Urgência do Hospital Visconde de Salreu presta apoio também às populações das freguesias de São Jacinto (Aveiro), Branca (Albergaria-a-Velha), Loureiro e Pinheiro da Bemposta (Oliveira de Azeméis) e Válega (Ovar), num total da ordem das cinquenta mil pessoas.
O abaixo-assinado realça “os riscos acrescidos que comporta a indústria química, pelo que contamos com os profissionais do Hospital Visconde de Salreu que estão preparados para acorrer às situações de catástrofe neste sector, devido à sua formação específica em urgências / emergências”. Alertando ainda para a duplicação da capacidade de produção das empresas CUF, Dow e Ar Líquido, o que tornará o “Parque Químico num dos maiores da Europa, com o inerente aumento de risco, tanto no próprio Parque Químico como nas estradas onde circulam os camiões cisternas diariamente”.
No documento é referido que o eventual encerramento do Serviço de Urgência do Hospital Visconde de Salreu poderá comprometer a igualdade de acesso aos cuidados de saúde, nomeadamente para os habitantes de S. Jacinto, Torreira e Murtosa, que têm pela frente um percurso de mais de uma hora até ao Hospital de Aveiro.
