A (des)educação

O abuso está a atingir os seus limites. A clara violação dos preceitos constitucionais faz-se por instrumentos jurídicos e suportes pseudo-pedagógicos.

O Estado, que não tem nada que interferir nos princípios educativos fundamentais, que não pode, de modo algum, invadir impunemente os direitos parentais da escolha educativa, fá-lo despudoradamente, assumindo-se como iluminado e fazendo de todos nós um “rebanho” de mentecaptos, mergu-lhados no obscurantismo de valores ultrapassados, cegos à modernidade…

Programa, regulamenta e impõe uma (des)educação da sexualidade que ronda as fronteiras da perversão. Numa visão catastroficamente redutora dessa riqueza humana que é sermos homens e mulheres, impõe um programa minimalista intencional, de escassa e duvidosa informação verdadeiramente científica, em completa desarticulação com o desenvolvimento físico e psíquico dos estudantes, sem garantias de idoneidade dos “formadores”, na perspectiva de “anulação de tabus culturais” de sexo, em ordem a uma fictícia igualdade “radical”.

E, de seguida, encomenda e fornece às escolas os materiais mais absurdos, que só fomentam uma exercitação precoce da genitalidade, um desrespeito por si e pelo outro, uma concepção de vida sexual sem regras, onde a lei que impera é “sentir-se bem”, usufruir do prazer, acautelar consequências funestas da falta de autodomínio, dar lugar à expansão dos instintos…

Onde está a liberdade educativa, o pluralismo e a autonomia? Quem reage a esta ditadura educativa descarada? Onde estão os legítimos pais e seus representantes, que não caiam na contradição de vir apoiar uma lei destas, louvando a coragem governamental de “libertar os filhos da tutela indevida das famílias”, para depois virem apoiar as escolas que tentam “remendar” a situação, nos seus regulamentos internos, com algumas normas de trajar que preservem o decoro?

Basta! Cuidem de cumprir o que lhes compete, senhores governantes, na dotação dos projectos educativos plurais dos meios necessários para desenvolverem as propostas alternativas de formação de homens e mulheres integrais, competentes. Deixem de ser os arautos da escola de iniciativa estatal como a prioritária. Ao Estado o papel que cabe é o subsidiário! Deixem de se considerar os iluminados e de fazer de nós gente de menor idade!