Quatro perguntas a Manuel Santos, Chefe Regional do Corpo Nacional de Escutas 1. Qual o lema deste ano (creio que é “Somos Família de verdade”…), e que metas pretendem alcançar?
Integrado no nosso Projecto Trienal “Caminho, Verdade e Vida”, e após o primeiro ano do “Caminho”, este ano assumimos a “Verdade” no projecto diocesano dedicado à família. Assim, o nosso lema para 2007 é: “Família, comunidade de verdade”. No nosso plano, na parte que diz respeito à 1ª Secção, encontra-se uma citação de Baden Powell, que constitui uma séria indicação para o próximo ano: “O grande princípio a seguir, quando se lida com uma Alcateia de Lobitos, princípio esse que permite atrair as crianças e corrigir os seus defeitos, é fazer deles uma família feliz – não apenas uma família, mas uma família feliz” (in “O Rasto do Fundador).
No escutismo, sempre entendemos na pedagogia dos nossos valores um complemento à família de cada escuteiro. Assim, temos que saber viver e promover a família. É dever de cada escuteiro fazer de cada família uma patrulha feliz. Cada um, na sua função e entusiasmado no projecto comum, constrói a felicidade do seu lar. Um projecto aceite por todos e que realize o projecto de cada um. Não são permitidos egoísmos nem projectos de solidão.
As nossas patrulhas, equipas e bandos são dos espaços mais ricos para treinarmos este ambiente de alegria e comunhão. O respeito pelas funções e cargos e, mais importante, o respeito pelos nossos Princípios e pela nossa Lei – tudo isto torna o escutismo numa verdadeira escola de família.
2. Realizam o Conselho Regional no próximo fim-de-semana. Quais são os grandes assuntos em discussão?
No próximo conselho Regional, o grande debate vai ser sobre as linhas orientadoras do nosso plano e orçamen-to para 2007. Toda a nossa dinâmica das secções, da formação de adultos, da Área Administrativa Financeira, das Áreas Pedagógicas e respectivos Agrupamentos será debatido, para que se encontrem as melhores linhas orientadoras na acção do escutismo, quer a nível local, como regional, e assim acertarmos nas melhores formas de orientação para um escutismo de acção e comunhão. Os departamentos: informática, uniforme e material, ambiente, jornal Escuta, comunicação e imagem, acção local, protecção civil e sede regional, todos eles plenamente integrados na equipa regional, procuram desenvolver em comunhão o melhor trabalho para um escutismo sério na nossa Diocese.
3. Como é que a Região vai comemorar o centenário do escutismo?
Vamos viver com alegria os cem anos de escutismo no Mundo, testemunhar com dignidade este legado de Baden Powell. Na nossa região, para além das muitas e várias actividades que vamos promover, temos o dever de participar no “Jogo do Centenário” e assim também participar no ACANAC, acampamento nacional em Idanha-a-Nova, que será o grande encontro da Família escutista Nacional.
Actividades mais marcantes do próximo ano, o do centenário, são: o Dia do Dirigente, Dia de S. Jorge, Dias de actividades de Áreas Pedagógicas, Dias das secções e actividades de outros departamentos, exposições e lançamento de publicações. São muitas as acções que vão envolver com muita alegria os cerca de 3500 escuteiros de Aveiro.
4. Como está o escutismo na região de Aveiro?
Está no “Caminho, Verdade…” Foi assim que assumimos e é isto que estamos a conseguir: um escutismo de verdade. Com o empenhamento de uma vasta equipa, em parceria permanente com a equipa da Junta Regional, com o entusiasmo e grande dedicação dos Chefes de Agrupamento e as respectivas direcções, e com cada vez mais dirigentes empenhados nesta missão, estamos a conseguir mais e melhores agrupamentos, com mais crianças e jovens felizes. A nossa região está a crescer em número, qualidade e alegria.
