Estarreja Sismo de curta duração provoca vários acidentes. Falha nas comunicações dificulta socorro. Foi apenas um simulacro, mas, segundo o poder local, provou a necessidade de urgências num concelho sensível.
Em Estarreja decorreu um simulacro que visou testar a capacidade de resposta dos meios do Serviço Municipal de Protecção Civil (SMPC), num cenário constituído por um conjunto de situações complexas, com o objectivo de activar o Plano Municipal de Emergência de Estarreja e o Plano de Emergência Externo de Estarreja, específico para acidentes químicos, o que não acontecia desde 1988.
O simulacro consistiu num hipotético sismo de curta duração, que provocou diversas ocorrências, como o abatimento parcial da ponte sobre o rio Antuã, na EN109, uma fuga de cloro num pipeline do Complexo Químico, a queda de um veículo ao rio, o socorro a um sinistrado no Parque de Estacionamento Subterrâneo e a evacuação de uma turma da Escola Secundária. A avaliação final foi positiva como treino e aprendizagem de todas as entidades que constituem o SMPC e a sua articulação em caso de emergência.
O simulacro envolveu cerca de uma centena de elementos da Protecção Civil (bombeiros, câmara, GNR, empresas, hospital), e observadores internos e externos, nomeadamente do Instituto do Ambiente, do Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil e do Comando Distrital de Operações de Socorro.
O registo de uma falha no sistema de comunicações implicou o recurso a alternativas, o que acabou por dificultar o trabalho da Protecção Civil. No entanto, no contexto geral, os intervenientes deram nota positiva ao teste e ao cumprimento integral dos objectivos propostos.
Urgências são fundamentais
Para o presidente da Câmara Municipal de Estarreja, José Eduardo Matos, que por inerência do cargo preside ao Serviço Municipal de Protecção Civil, o simulacro veio reforçar ainda mais a importância do Serviço de Urgências do Hospital Visconde de Salreu.
O autarca realçou que “o simulacro veio comprovar que as Urgências são fundamentais nesta articulação. É indispensável manter o Serviço aberto”, tanto mais que o exercício permitiu “assistirmos à qualidade da acção dos seus profissionais”.
Em paralelo com a realização do simulacro, decorreu uma contagem dos veículos que entraram na cidade de Estareja, pelo lado Norte, número que atingiu os 435 veículos, em apenas uma hora, e “fora da hora de ponta”, e também fora do período balnear. Perante esse número “brutal” de veículos, José Eduardo Matos sublinhou que “temos que assumir os riscos de frente e garantir a prevenção”.
Também o comandante dos Bombeiros Voluntários de Estarreja afirmou que “temos que contar com o nosso Hospital e com o Serviço de Urgências”.
