Em Agosto de 2006, astrónomos do mundo inteiro, reunidos em Praga (República Checa), decidiram despromover Plutão. O até então último planeta do sistema solar passou para primeiro do grupo dos “planetas anões”. Esta “descida de divisão” foi o assunto principal de mais uma sessão do “Impaciências”, o debate informal que a Fábrica Centro Ciência Viva promove com cientistas e divulgadores de ciência.
O convidado da última sessão, no sábado, 2 de Dezembro, foi Máximo Ferreira, conhecido divulgador de astronomia e director do Centro Ciência Viva de Constância.
A “despromoção” de Plutão há muito era esperada, conforme defendeu Máximo Ferreira, porque esse corpo celeste não cumpre uma das características que definem os planetas “normais”: ter uma órbita dominante. As outras características são: girar à volta do Sol; ter massa suficiente para ter gravidade e assumir uma forma arredondada. A órbita de Plutão é excêntrica, cruzando com a de Neptuno. O que provavelmente a meia centena de participantes deste Impaciências não saberia é que, da mesma classe que Plutão, os cientistas esperam encontrar nos confins dos sistema solar qualquer coisa como cem mil (100 000) corpos. Alguns já têm nome. É o caso de Éris. Se Plutão fosse planeta, teríamos de incluir muitos outros numa lista impossível de decorar. Sem Plutão, a lista definitiva dos planetas é: Mercúrio, Vénus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Neptuno.
A próxima sessão do Impaciências está marcada para 14 de Dezembro, às 18h, para conversar sobre robótica.
J.P.F.
