“Algum de vós está doente? Chame os presbíteros da Igreja para que orem sobre ele, ungindo-o com óleo em nome do Senhor. A oração da fé salvará o doente e o Senhor o confortará, e, se tiver pecados, ser-lhe-ão perdoados” (Tg 5, 14-15).
INTRODUÇÃO
As doenças e o sofrimento, a dor e a morte são realidades tão antigas como a própria pessoa. Não obstante os extraordinários avanços científicos e técnicos na área da saúde, a pessoa continua a sentir-se impotente perante estas ameaças que põem em perigo iminente a vida humana.
Com a analgesia química, a medicina quase venceu a dor física dos doentes. Contudo, o sofrimento humano não pára de aumentar. Por outro lado, a medicina estética procura camuflar (ora escondendo, ora substituindo) os sinais que a natureza nos coloca no rosto e noutras partes do nosso corpo, lembrando os nossos limites e vulnerabilidade. Porém, não consegue parar o desgaste, nem tão pouco evitar a finitude do tecido biológico.
Numa outra vertente, a solidão e o abandono são alguns dos dramas dos idosos dos tempos novos. O sofrimento que o luto traz e as perdas que a morte causa não têm encontrado ainda as respostas desejáveis, quer científicas quer pastorais, no sentido de diminuir ou erradicar esse sofrimento.
A Igreja tem a resposta e a Pastoral da Saúde quer assumir e anunciá-la como (um) caminho que será de libertação e de salvação para todos. Caminho que foi revelado e assumido por Jesus na Cruz Redentora, ao assumi-la todos os dias e a viver com e no dinamismo pascal. Jesus foi capaz de transformar o sofrimento humano num caminho de amor e de santidade; de terapia e de redenção regenerativa. Do Seu sofrimento surgiu a vitória gloriosa como sinal de esperança e de salvação para todos, não. Hoje também somos chamados a transformar o sofrimento em actos de amor e de proximidade a Deus e ao próximo.
CELEBRAÇÃO DO DIA PAROQUIAL DO DOENTE
O Dia Paroquial dos Doentes (DPD) será, em primeiro lugar, para a comunidade inteira rezar pelos doentes e com os doentes. Para se viver o mistério do sofrimento e descobrir o sentido cristão desse mesmo sofrimento. Para se promover um grande dia de ENCONTRO, de ORAÇÃO e de COMUNHÃO. Para celebrar com os doentes e vulneráveis, seus familiares, vizinhos, amigos, profissionais de cuidados integrados e comunidade em geral.
O DPD será uma expressão visível do serviço organizado que a comunidade dispõe para oferecer aos doentes e a quem cuida deles. Será também um dia festivo para ser celebrado com alegria e com muito respeito para com todos os doentes e seus acompanhantes. É uma oportunidade para a comunidade mostrar aos usufrutuários dos dons celebrados nesse dia: a fé, a saúde, a vida, a solidariedade, o carinho e a generosidade que possui pelos irmãos e irmãs doentes e vulneráveis. Tais sentimentos ou valores devem ser verdadeiros defensores da dignidade da pessoa humana. Finalmente, o DPD será um dos momentos privilegiados, quer na vida dos doentes quer na vida e missão da igreja, para se fazer uma verdadeira catequização sobre o lugar e significado dos sacramentos que a Igreja dispõe e propõe aos doentes durante esta fase da vida. O sofrimento e as dificuldades humanas são mais visíveis e sentidas e todos nós somos chamados a convertê-los em acto salvífico regenerativo e em momentos sublimes de encontro com Deus.
Diác. José Carlos Costa,
Pastoral Diocesana dos Doentes
1 Cf. Mc 6, 12-13; Tg 5, 14-15.
Como concretizar o Dia do Doente
OBJECTIVO
– Dar mais atenção aos doentes e seus cuidadores;
METODOLOGIA
– O que fazer? (definir a actividade ou acção pastoral)
– Onde? (o local da realização da acção)
– Porquê? (os motivos que nos impelem a realizar a acção)
– Para quê? (objectivos e/ou necessidades a satisfazer)
– Quem? (os grupos e/ou pessoas que se comprometem realizar a acção)
– Para quem? (os destinatários ou as pessoas a quem pretendemos chegar)
– Quando? (determinação da data: ano, mês, semana, dia e hora)
– Como? (elaboração do programa, onde se menciona como vai decorrer a acção).
SUGESTÃO
– Apresentar à comunidade o evento;
– Durante a semana que antecede o DPD, convidar a comunidade a participar. Solicitar ao Pároco o nome e a morada dos doentes que cada paroquiano conhece;
– Propor às crianças da catequese para visitarem os doentes que tiverem na família e que lhes seja oferecida uma pagela com a oração dos enfermos (de João Paulo II); pedir aos jovens para colaborarem no apoio aos doentes: no transporte e no acolhimento no dia da celebração;
– No dia da celebração, distribuir a oração dos doentes em todas as missas e rezá-la no momento da acção de graças. No fim, convidar as pessoas a levar a oração para casa e a oferecê-la a um doente que conheçam ou venham a descobrir durante a semana.
EUCARISTIA
Estrutura:
a) Ter uma introdução própria;
b) Cânticos expressivos;
c) Textos seriados atendendo aos destinatários;
d) Oração Universal com referências concretas;
e) Ofertório: ofertar flores para dar no fim da missa aos doentes;
f) Bênção final com o Santíssimo.
Grupos a convidar: Visitadores de doentes, Cáritas, Vicentinos, Criaditas dos Pobres, Centro Social e Paroquial, Centros de Dia pertencentes à paróquia e os respectivos pobres e doentes.
