Universidade entregou 1700 diplomas e, pela primeira vez, “suplementos ao diploma”, um documento que facilita a mobilidade na Europa. A Reitora pediu aos alunos
que mantenham o contacto com a UA.
A Universidade de Aveiro entregou 1700 diplomas no último sábado, sendo 11 de agregação, 86 de doutoramento, 278 de mestrado e 1325 de licenciatura, bacharelato e complemento de formação. 21 estudantes receberam bolsas de mérito pelo aproveitamento excepcional no passado ano lectivo.
A cerimónia não teve grandes discursos. A razão, disse-a a reitora: “Escolhemos manter a entrega pessoal do diploma a todos aqueles que o desejam, sacrificando os discursos”. Helena Nazaré manifestou, no entanto, a vontade da Universidade ver nos ex-alunos “embaixadores e parceiros”. “Continuamos a contar convosco: para melhorar, continuamente, o desempenho e prestação desta instituição; para incrementar a capacidade de resposta ao mercado de trabalho; para antecipar mudanças e preparar estratégias; para responder à continuada necessidade de actualização profissional; para que nos lancem desafios e novas propostas de colaboração”, disse.
Helena Nazaré convidou os diplomados a manterem contacto com a universidade, dando “feedback” através de e-mail, participando em actividades da UA ou através de organismos como o Gabinete de Estágios, a Incubadora de Empresas e a Associação de Antigos Alunos. No meio do convite, Helena Nazaré teve de “puxar as orelhas” aos estudantes e familiares que na tenda gigantesca montada para a cerimónia alimentavam um burburinho permanente, incómodo para quem discursava ou queria ouvir as breves palavras. “Têm que nos ouvir! Se não, como sabem os nossos contactos?”, disse, interrompendo a sua intervenção.
Os diplomas atribuídos este ano seguem uma nova imagem, como referiu a Reitora, “mais consentânea com a linha de inovação e modernidade” que a UA tem vindo a prosseguir.
Suplemento ao Diploma
Os melhores bacharéis e licenciados, além do diploma, receberam simbolicamente o “suplemento ao diploma”. Para os restantes, o suplemento segue por correio.
Trata-se de um documento enquadrado nos princípios do Processo de Bolonha, com a finalidade de “promover o reconhecimento académico e profissional das qualificações”, “fomentando a mobilidade e a empregabilidade no contexto europeu”. O suplemento descrimina as competências do diplomado, dispensando outros documentos quando se candidata a um emprego ou se apresenta numa universidade europeia para prosseguir estudos.
Conclusão do Curso de Empreendedorismo
de Base Tecnológica
A Universidade de Aveiro (UA) acolheu a sessão pública de encerramento do Curso de Empreendedorismo de Base Tecnológica, projecto promovido pelas Universidades de Aveiro, de Coimbra, da Beira Interior (Covilhã) e pelo CEC – Conselho Empresarial do Centro / CCIC – Câmara de Comércio e Indústria do Centro, durante a qual foram apresentadas vinte ideias de negócio.
O curso, que decorreu entre Fevereiro e Maio deste ano, foi baseado na investigação de excelência, que é feita nas várias unidades de investigação e interface que integram as universidades promotoras e desenvolvido numa lógica de trabalho em equipas multidisciplinares, integrando alunos finalistas e de pós-graduação, professores, investigadores e quadros de empresas. Através do cruzamento dessas experiências únicas, foi possível potenciar a transformação de conhecimentos desenvolvidos por universitários em empresas tecnológicas.
O Conselho Empresarial do Centro mostrou-se disponível para apoiar seis das vinte ideias de negócio apresentadas na sessão, nomeadamente através do fundo de capitais de risco do CEC.
Manuel Pinho, ministro da Economia e Inovação, apesar de ter anunciado a sua presença, não se deslocou a Aveiro.
C.F.
Universidade de Aveiro em 31º lugar
no ranking ibero-americano
A Universidade de Aveiro ocupa o 31º lugar no ranking ibero-americano de universidades e institutos superiores de investigação científica, que avalia a produção científica de cerca de 750 instituições de ensino superior da Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Cuba, Espanha, México, Peru, Venezuela e Portugal.
A lista é liderada pelo CSIC Madrid (Espanha). Em segundo e terceiro lugares estão respectiva-mente a Universidade de S. Paulo (Brasil) e a Universidade Nacional Autónoma do México (México).
No que se refere às universidades portuguesas, a Universidade do Porto surge no 11º lugar, seguindo-se a Universidade Técnica de Lisboa (19º), Universidade de Lisboa (26º), Universidade de Aveiro (31º), Universidade de Coimbra (33º), Universidade Nova de Lisboa (39º) e a Universidade do Minho (61º).
