Dia Diocesano do Doente celebrado no Santuário Diocesano de Schoenstatt DIÁCONO JOSÉ CARLOS COSTA*
Esta foi uma das frases recheada de sentido com que D. António Francisco dos Santos «analgeseou», temporariamente, as dores físicas dos Doentes da nossa Diocese que se deslocaram ao Santuário de Schoenstatt, em peregrinação anual, no passado Domingo, dia 27 do corrente mês de Maio.
Foram mais de duas centenas e meia de doentes, familiares e visitadores que participaram nesta peregrinação e puderam vivenciar alguns momentos de oração, de reflexão, da celebração e de acção de graças. Momentos cheios de significado pastoral, de emoção e muito entusiasmo, na tentativa de ajudar os presentes a encontrarem sentido para os seus sofrimentos à luz da fé, já que à luz da nossa razão grande parte do sofrimento humano, senão todo, não encontra fundamento.
Esta peregrinação teve vários momentos dignos de registo. Contudo, há dois deles que gostaria de evidenciar: a reflexão que o nosso Bispo proporcionou na parte da manhã e a eucaristia, com um pequeno momento de oração com o Santíssimo exposto, na parte da tarde, e bênção pelo Vigário Geral da Pastoral, Sr. Padre João Gonçalves.
“É Cristo que eu vejo no rosto de cada um de vós”, afirmou o Sr. D. António Francisco, no início da sua reflexão, lembrando o lema proposto pela diocese para este ano de pastoral: “A Igreja ao serviço da Família”. Ao fazê-lo, disse que a Igreja não pode esquecer os doentes, nem os seus familiares, porque as feridas provocadas pelas doenças são muito dilacerantes e desequilibram a vida normal dessas famílias, podendo mesmo fragilizar a própria fé. Acrescentou ainda que só a família pode dar resposta a quem sofre, porque é na família que encontramos o dom do amor, da vida, e onde recebemos o dom da fé. Dirigindo-se aos doentes, deu-lhes esta certeza: “Só Deus pode curar o nosso sofrimento através do Seu amor misericordioso”. A expressão máxima deste amor encontramo-la no dinamismo da cruz que atinge o seu significado pleno no Domingo de Páscoa. Completou dizendo que “os doentes são os primeiros a beneficiar do mistério salvífico de Cristo, porque o objectivo principal da Sua missão é o serviço aos doentes e aos mais pobres, como nos revela o Evangelho”. E afirmou: “Podem ter a certeza que Jesus, não só sofreu por nós, como também sofre connosco”.
Dirigindo-se aos visitadores presentes, frisou: “ Junto de um doente, a vossa (nossa) vida torna-se mais útil, mais necessária e faz-se mais santa, porque uma dor partilhada é uma dor diminuída e um sofrimento enfraquecido”. E concluiu, dizendo: “O serviço aos doentes é uma das formas mais belas de evangelização”.
A Equipa Coordenadora dos Visitadores de Doentes, juntamente com o Coordenador Diocesano da pastoral da Saúde, gostariam de reiterar o agradecimento aos Párocos das comunidades dos doentes presentes, pela colaboração e apoio demonstrados. Também uma palavra de reconhecimento e gratidão ao Santuário de Schoenstatt, nas pessoas do seu Reitor, Padre José Melo, e às Irmãs religiosas desta Comunidade, pelo acolhimento, colaboração e pelo espaço cedido. Um bem-haja, em nome da Diocese.
*Da Equipa Diocesana dos Visitadores de Doentes
TESTEMUNHOS
Lurdes Almeida,
visitadora, Paróquia da Borralha
Há muitos anos que venho com os meus idosos e doentes. Tinha outros convites para este dia, mas recusei. O último domingo de Maio é para a peregrinação do doente. Gosto de vir ao Santuário de Schoenstatt. É quase como ir a Fátima, embora não tenha aquela envolvência.
Maria Elisa Brás,
Paróquia da Borralha
Foi um dia muito bom. Gostei de ouvir o Sr. Bispo [que orientou a reflexão da manhã e presidiu à Eucaristia da tarde]. Ainda não o conhecia. Das suas palavras, levo que, mesmo idosos e doentes, podemos dar as mãos e ajudar quem mais precisa. Há sempre alguém que precisa de nós.
