Duas décadas ao serviço do ensino superior

O Centro Universitário Fé e Cultura completa 20 anos no dia 25 de Março de 2007. Ao longo de duas décadas passaram por esta casa que, actualmente é dirigida pelo Pe Alexandre Cruz, milhares de estudantes e muitos professores da Universidade de Aveiro e dos institutos de ensino superior da região. O Correio do Vouga ouviu três testemunhos.

“Culto e cultura de mão dadas”

“Culto e Cultura sempre andaram de mãos dadas, e assim deve ser. Creio que o CUFC cumpre uma importante tarefa no meio universitário pelas várias actividades que dinamiza, não só de carácter espiritual (dinamização dos tempos litúrgicos), mas tam-bém de interesse social (projectos de voluntariado), cultural (Fórum Universal) e académico (oficina Saber Estudar).

O CUFC serve de local de encontro de muitos não-crentes, através das suas actividades, e de âncora para muitos crentes, com os seus Grupos e Movimentos, a Eucaristia diária, e a permanente disponibilidade e exemplo dos sacerdotes desta casa (padres Alexandre Cruz e Georgino Rocha).

Parece-me que o que o CUFC oferece à comunidade universitária é de grande valor para a formação humana de qualquer pessoa. As actividades disponíveis são abundantes, constantes e variadas, sem nunca descurar os princípios e objectivos que levaram à sua fundação.

O meu primeiro contacto com o CUFC foi logo quando comecei a trabalhar na Escola Superior de Saúde da Universidade de Aveiro. Aqui tem sede o projecto do Serviço de Caminheiros da Universidade de Aveiro (SCUA), uma pioneira iniciativa acalentada pela Junta Regional de Aveiro do Corpo Nacional de Escutas (Escutismo Católico Português), e foi isso que primeiro me trouxe ao edifício ‘estranho’.

Fui muito bem acolhido, encontrei sempre bom ambiente e fui ficando… Vi sempre um enorme esforço do CUFC em responder a todas as solicitações, quer as feitas directamente por estudantes, quer aquelas que vão sendo percebidas.

Hoje orgulho-me de integrar a equipa coordenadora do CUFC e de dar o meu modesto contributo para as iniciativas deste, sempre com o incansável dinamismo e inquebrantável optimismo do Rev. Pe. Alexandre Cruz.

No CUFC, aprendi muito. Aprendi a tocar viola, debati com gente que sabia muito mais que eu sobre a vida, falei sobre o corpo humano, a Quaresma e vários outros assuntos, trabalhei com alunos, professores, funcionários, sacerdo-tes, profissionais, e – algo de que me orgulho – celebrei a bênção de todos os meus alunos finalistas.”

Luís Sancho, Docente da Escola Superior de Saúde da UA

“Ajudou-me na integração em Aveiro”

“Conheci o CUFC porque alguns colegas cabo-verdianos me falaram deste centro. O primeiro ensaio do grupo coral PALOP, em 2003, acabou por ser também o meu primeiro contacto com esta casa.

O CUFC é importante porque nos faz alargar os conhecimentos para além da área que cada um escolhe para se formar na universidade. Apresenta-nos outras janelas de formação pessoal que não podemos desperdiçar.

Ajudou-me também na integração na minha nova casa, Aveiro, pois sou cabo-verdiana. Encontrei novos amigos. Quando nos sentimos em casa, as coisas correm muito melhor.”

Olga Lima, aluna de Matemática

“Amplos horizontes”

“Numa Universidade que, desde a sua origem, foi projectada para o terceiro milénio, apostando fortemente nas novas tecnologias, com o objectivo de facultar uma óptima formação profissional, o CUFC é um espaço de equilíbrio, de promoção cultural e espiritual, que ajuda a colmatar algumas insuficiências no que diz respeito à formação humana de alunos, professores e funcionários da UA.

Um homem será tanto maior quanto mais amplos forem os seus horizontes. Um homem não se pode resumir a um conjunto de conceitos e fórmulas, implementadas por sebentas e regulamentos, que só são verdade até que outro homem prove (cientificamente) uma verdade maior.

O meu primeiro contacto com o CUFC foi anterior ao ingresso no ensino superior. Já participava, ocasionalmente, nas eucaristias dominicais dinamizadas por universitários. Também conhecia o CUFC enquanto espaço utilizado para encontros de formação, promovidos por diversos serviços pastorais.

Para mim o CUFC é o espaço de equilíbrio que referi anteriormente. Nele adquiro um conhecimento mais vasto (extra curricular), cresço enquanto homem, convivo com colegas de outros cursos, presto serviço à comunidade universitária e encontro novas razões para a minha fé, além de me permitir, no meio de muitos trabalhos, viver os tempos litúrgicos fortes, de uma forma mais consciente.

Não posso dizer que o CUFC me tenha revelado algo extraordinário! Apenas me foi revelando o que nele procurei.”

Daniel Sampaio, Finalista

do curso de Engenharia Civil

Símbolo do Centro Universitário

O símbolo significa a harmonia entre a Fé e a Cultura. A Cultura é representada pelo círculo que simboliza a Universidade e o Ensino Superior, como espaço das diferentes áreas científicas (a “universalidade dos saberes”). A Fé é representada pelo triângulo, símbolo da comunidade divina (Pai, Filho, Espírito Santo). A harmonia entre ambas é representada pelo quadrado que envolve estas duas figuras geométricas.

O edifício do CUFC (dois prismas deitados, unidos pelo hall cilíndrico, formando um ângulo recto) foi construído com base neste simbolismo.

20 anos a construir esperança

1985 – É criado um espaço de acolhimento, informação e apoio a estudantes do ensino superior, no Centro de Acção Pastoral (Rua José Estêvão). De 1986 a 1990, este espaço, embrião do CUFC, funciona no Seminário.

1987 – (25 Março) Fundação do Centro Universitário Fé e Cultura por D. Manuel de Almeida Trindade, Bispo de Aveiro, sendo nomeado seu primeiro director o Pe Arménio Alves.

1990 – (12 Maio) Inauguração da nova sede do Centro Universitário Fé e Cultura, no Campus Universitário de Santiago.

1994 – (Outubro) Início do voluntariado universitário, no Bairro de Santiago, em parceria com as Florinhas do Vouga. O projecto chama-se FAS (Fé, Acção Social) e é o resultado do compromisso de universitários recém-crismados.

1996 – (Janeiro) Início da Celebração Dominical no Centro.

(Dezembro) Primeiro Jantar de Natal para estudantes estrangeiros que ficam em Aveiro nesta quadra.

1997 – (5 Outubro) Começa a publicar-se a folha dominical “Para Ti”.

(Março) O décimo aniversário é comemorado com uma sessão cultural e uma homenagem ao Padre Arménio Costa, director desde a fundação, falecido em Fevereiro.

1998 – (Maio) A Bênção dos Finalista, até então celebrada na Sé (começara com um grupo de 11 alunos no início da década), passa a ser celebrada no Pavilhão da UA.

(Julho) Primeiro acampamento de jovens universitários.

(10 Dezembro) – Lançamento do “Outras Ideias”, revista de reflexão humanista e cristã, no dia do 50º Aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

2002 – (18 Março) Início do voluntariado universitário no Hospital Infante D. Pedro, em parceria com a Liga dos Amigos do Hospital.

(25 Março) – 15º Aniversário do CUFC. Edição da revista e prato comemorativo.

(21 Outubro) – Início do voluntariado em instituições comunitárias, em parceria com o movimento Vida Mais. Em Novembro, o voluntariado estende-se ao Estabelecimento Prisional de Aveiro.

2003 – (18 de Maio) A Bênção dos Finalistas passa a ser feita na Alameda Central da UA.

(12 Novembro) – Início do voluntariado na CERCIAV. Criação da rede de parceria de voluntariado universitário – PVU (com a Associação Académica da Universidade de Aveiro e o apoio dos Serviços de Acção Social e da Reitoria da UA).

(1 a 5 de Dezembro) – I Semana da Arte.

2004 – (16 de Maio) A Bênção dos Finalistas é transmitida pela TVI e passa a ser editada em DVD.

(Julho) O voluntariado universitário colabora com a Cáritas Diocesana (Outubro) e a “Perdidos e Achados”, associação de protecção animal.

2005 – (16 Novembro) Surge o Fórum::Universal, espaço de debate sobre a actualidade (em parceria com Fundação João Jacinto de Magalhães e a colaboração do Correio do Vouga, entre outros).

2007 – (25 Março) 20º Aniversário do CUFC.

(28 Março) Celebração dos 20 anos, com a presidência de D. António Francisco, Bispo de Aveiro. Edição de prato comemorativo.