Reaprender… para viver melhor Continuamos a respigar alguns parágrafos de D. Bruno Forte.
“Somente a absolvição dos pecados, que o sacerdote nos dá no Sacramento, pode comunicar-nos a certeza interior de sermos verdadeiramente perdoados e acolhidos pelo Pai que está nos Céus, porque Cristo confiou ao ministério da Igreja o poder de ligar e desligar, de excluir e de admitir na comunidade da aliança (cf. Mt.18,17)”. (…)
“Por isso, confessar-se a um sacerdote é completamente diferente do que fazê-lo no íntimo do coração, exposto a tantas inseguranças e ambiguidades que povoam a vida e a História. Sozinhos não poderemos jamais saber verdadeiramente se foi a graça de Deus que nos tocou ou a nossa emoção, se fomos nós que nos perdoámos a nós mesmos, ou se foi Ele pelo meio que Ele mesmo escolheu. Absolvidos por alguém que o Senhor escolheu e enviou como ministro do perdão, poderemos experimentar a liberdade que só Deus concede, e compreenderemos porque é que a confissão é fonte de paz”.
Está dada resposta a quantos abusivamente, sem motivo razoável e sem autorização do Bispo – a dar em casos previstos e excepcionais -, diluem este encontro pessoal, e desse modo sacramental, numa absolvição geral, mesmo que bem preparada, mas emotiva e anónima, desresponsabilizante. Está dada resposta a quantos, confundidos, vêm perguntar se não é a mesma coisa. Não é, de verdade!
Q.S.
