Ponta de Lança Há alguns ícones, no nosso panorama empreendedor nacional, que implicam análise profunda das nossas (in)capacidades; mudanças culturais e atitudinais. Valerá a pena continuar, na perspectiva hermenêutica Católica, a reler Tiago 2, 17.
Circula na internet um diaporama elucidativo.
Diz-se que uma empresa portuguesa e outra japonesa decidiram enfrentar-se todos os anos numa corrida de canoa, com oito homens cada.
As duas equipas treinaram duramente e no dia da corrida estavam na sua melhor forma. No entanto, os japoneses venceram por mais de um quilómetro de vantagem.
Depois da derrota, a equipa ficou desanimada.
O director-geral decidiu que ganhariam no ano seguinte e criou um grupo de trabalho para examinar a questão. Após vários estudos, o grupo descobriu que os japoneses tinha sete remadores e um capitão enquanto a equipa portuguesa tinha um remador e sete capitães.
Perante isto, o director-geral teve a brilhante ideia de contratar uma empresa de consultadoria para analisar a estrutura da equipa. Deveria ser dada especial atenção ao remador. Ele teria que ser melhor qualificado, motivado, e consciencializado das suas responsabilidades – concluiu-se.
No ano seguinte, os japoneses venceram com dois quilómetros de vantagem.
Os dirigentes da empresa despediram o remador por causa do seu mau desempenho… e deram um prémio aos demais membros, como recompensa pelo desempenho e pela forte motivação que tentaram incutir na equipa.
O director-geral preparou um relatório da situação, no qual ficou demonstrado que: foi escolhida a melhor táctica; a motivação era boa; mas o material deveria ser melhorado.
No momento estão a pensar substituir a canoa.
Ao terminar a Quaresma, reflicta-se esta parábola sob a perspectiva da penitência que diariamente nos é causada e que causamos; por aqui passa a dimensão do pecado, o pecado social, a inacção, aquele que muito provavelmente exige maior mudança, mais superação, para que cada Páscoa seja verdadeiramente única. Caso contrário, é apenas mais uma, um conjunto de ritos e tradições, com fundamento, mas insuficientes para a mudança de vida.
Desportivamente… pelo desporto!
