Uma pedrada por semana O comportamento lamentável de muitos jovens finalistas do secundário, quer em terras de Espanha, quer mesmo nas discotecas das nossas terras, faz pensar quem ainda é capaz de o fazer. Ano a ano, a situação vem-se degradando.
Porquê tantas festas a indicar fins de ciclo? Até já se fazem à saída do infantário para ingressar no primeiro ano da escola…
É um prémio? Um estímulo a prosseguir? Um motivo objectivo para apreciar os resultados educativos, até aí obtidos? Uma avaliação pública da escola e dos seus responsáveis? Um preito de gratidão aos pais, aos cidadãos que pagam a educação com os seus impostos? Se se responder por estas festas de fim de curso, ainda antes do ciclo acabar, então o resultado é trágico. Ele cifra-se, tantas vezes, em bebedeiras, sexo irresponsável, mau comportamento em casa e terra alheias, espectáculos vergonhosos…
Como o exemplo conhecido dos que concluem cursos superiores anda por estes caminhos empobrecidos, será que tudo o que em festas de finalistas se faz, a começar logo nos jardins-de-infância, é para preparar, desde então, os futuros doutores para festas dignas? Ainda não se vê que assim é. Por enquanto, apenas uma cópia antecipada…
Almeida Camilo
