Corações abertos não fecham portas

Uma pedrada por semana Desta vez, a pedrada, que não mata nem fere, vai para os nossos estimados universitários que, na semana passada e em ambiente de festa, fizeram, no jornal diário, uma crítica pública e destemperada à Câmara Municipal. O local, diziam eles, que lhes foi cedido para ornamentar o carro do cortejo, era um velho barracão, sem condições, o que denunciou uma falta de respeito para com os estudantes, que até enriquecem a cidade.

Como se disse também na notícia do jornal, a Câmara, interrogada, alegou que, no momento, não tinha melhor para responder ao pedido. A Câmara, por certo, também tem brio. E, quem dá o que tem…

A gente nova, mesmo que ande na universidade, é, por vezes, muito exigente, pouco afeita a aceitar o que não lhe agrada, eloquente na depreciação do que não lhe vai ao jeito. Porém, os tempos vão mais propícios para enfrentar corajosamente as dificuldades, do que para esperar que os outros as resolvam todas por nós…

Se a Câmara de Aveiro até tem um prémio anual para os estudantes que estudam, pode lá fazer alguma coisa para os magoar ou depreciar?!…

“Roupa suja lava-se em casa”… “A falar é que a gente se entende”… “Descul-par também é amar”. Tudo isto o diz a sabedoria popular, que a vida e os livros vão guardando e transmitindo, como verdadeira sabedoria para a vida.

Os estudantes precisam da cidade e a cidade precisa dos estudantes. Não bastará?

Almeida Camilo