À semelhança do ano passado, Élio Maia invocou os que em Aveiro se bateram pela liberdade. Este ano, acrescentou um nome: “D. Manuel de Almeida Trindade, que, no dia 13 de Julho de 1975, tomou a palavra numa manifestação pública, na nossa cidade, para defender o pluralismo ideológico assumido como pilar da sociedade democrática”.
O Presidente da Câmara Municipal de Aveiro, na sessão solene que decorreu no Teatro Aveirense, permitindo que os convidados não se sentissem tão apertados como no Salão Nobre dos Paços do Concelho, lembrou a ligação umbilical de Aveiro à Ria e exigiu que o governo “descentralize a administração da Ria de Aveiro, criando uma entidade gestora que ponha fim à incúria e a um confrangedor estado de degradação e de acentuado abandono, desde que, em 2001, diversas estruturas passaram a assumir as competências que anteriormente estavam afectadas à entidade responsável pelo Porto de Aveiro”.
Para breve, Élio Maia anunciou a entrada em funcionamento do Gabinete de Apoio Integrado, “uma estrutura que facilitará o contacto dos cidadãos com o Município”, e a Pista Olímpica de Remo e Canoagem, em Cacia, “como nenhuma outra em Portugal”. O autarca referiu ainda que, com a extinção da AveiroPolis, a autarquia assumiu as obras da zona da antiga Lota: construção do Centro Interpretativo e Ambiental, consolidação da plataforma da antiga Lota, construção da ponte viária junto à eclusa e reabilitação das comportas.
Indemnizações para os trabalhadores da Frapil
Prestes a anunciar os que “têm trabalhado em favor da comunidade aveirense”, ou seja, os “briosos profissionais” do município, que receberam medalhas de bronze, prata e ouro, e os quatro homenageados destacados nestas páginas, Élio Maia anunciou que, momentos antes do início da sessão solene, fora assinado um pré-acordo entre a massa falida da Frapil e a empresa de construção civil detentora dos terrenos, possibilitando um melhor aproveitamento urbanístico dos terrenos em que estava instalada a fábrica de alternadores. Ao fim de 20 anos, os 208 trabalhadores da fábrica que funcionava junto ao Canal de S. Roque poderão ver salvaguardados os seus direitos, que ascendem a 2,3 milhões de euros. Previa-se que o acordo fosse aprovado na reunião de Câmara da passada segunda-feira, mas tal não sucedeu. Terá que aguardar uma próxima reunião do executivo municipal.
