A santidade é para todos

“Santa Joana, nossa Padroeira, deve ser também um estímulo à vivência cristã com a preocupação de respondermos diariamente à vocação a que todos somos chamados”, referiu D. António, não sem antes lembrar que esta vocação é mal-entendida. “Frequentemente pergunto aos jovens que se vão crismar se querem ser santos. Ouço as repostas mais inesperadas. Parecendo denunciar humildade frente a uma tal proposta, denunciam antes falta de compreensão do sentido de uma vida concreta, vivida na fé e no amor a Deus e aos outros, que não pode nem deve ter outro ideal normal, senão procurar ser de Deus, a tempo inteiro”. E o Bispo de Aveiro esclarece: “A santidade será sempre, para um verdadeiro crente, a expressão da normalidade e da verdade. Os santos são, de facto, as pessoas mais normais, porque realizam nas suas vidas o projecto da verdadeira realização humana e espiritual”.

Dirigindo-se aos jovens presentes na missa, que “com trajes de referência à Santa Princesa” iriam participar no cortejo da tarde, D. António concluiu a sua comunicação nesta festa: “Os jovens precisam, cada vez mais, mesmo que de isso se não apercebam, já ou ainda, de modelos vivos que lhes sirvam de estímulo para a sua vida, se quiserem que ela seja uma vida séria, válida e consistente. A nossa padroeira, uma jovem com ideal, com sabedoria para fazer opções de vida, com determinação na realização dos seus projectos, com profunda sensibilidade aos outros e às suas necessidades, deve ser modelo e estímulo para os jovens cristão da Cidade e da Diocese”.