Sobre o Correio do Vouga de 5 de dezembro Falar com Deus? Só se vemos nele a única pessoa que nos põe inteiramente à vontade. Tão à vontade que as praças e jardins, montanhas e mares nos inspiram a falar dos nossos problemas, desejos e projectos (2).
A civilização ocidental tem vindo a estragar a atitude de confiança – porque fomenta razões para desconfiar… Faz bem ver o Ministro da Solidariedade a confiar nas instituições sociais, mais aptas a um trabalho de proximidade e qualidade. O trabalho bem executado é o mais transparente, menos dispendioso e incrementador da consciência social (3).
O Evangelho não pode ser encaixotado num programa, com o que deixaria de poder acompanhar o inesperado (5).
Há quem prefira a prisão – atrás das grades mas também «cá fora»: na prisão de criminosos interesses económicos e políticos. Falta eficaz vontade para reorganizar a sociedade – da qual banimos insensatamente a punição, para só a querermos aplicar atrás das grades… (6).
Não deveríamos aprender com os «circenses» a ser «itinerantes» a vida inteira? (7).
«Ninguém é profeta na sua terra». E a Sé de Aveiro com tanto para dizer…(13).
«Alma até Almeida». É assim o nosso corpo (19).
Para discernir o mais conveniente (21), é fundamental «a procura da verdade com outrem» e assim seremos todos vencedores (22).
O povo autêntico (que é o conjunto das pessoas autênticas!) tem a sabedoria dos encontros alegres, da esperança, do jeito para erradicar o que está mal e defender o que é bom. Sabe o que o «norteia na vida». E ri-se daqueles que se julgam mais espertinhos para «mandar vir», só porque lhes passaram a bola – seja qual for o «campo» e sabe Deus a troco de quê… (24).
A pergunta dá pano para mangas: «Por que é que jovens sãos e escorreitos, alguns já com cursos superiores, querem ser padres» ou optar por uma vida consagrada? (24).
M.A.V., o Carteiro
(que não distribui o acordo ortográfico).
