Vaticano: «Sem Jesus, a vida não tem luz nem alegria», afirma o Papa

Leão XIV encontrou-se esta segunda-feira, 25 de agosto, com milhares de acólitos provenientes de toda a França, por ocasião do Ano Santo, e deixou-lhes um apelo a acolherem “o dom da fé” e encorajando os mais novos a não terem medo de responder afirmativamente a um eventual chamamento para o sacerdócio

O Papa recebeu hoje, na sala Clementina, crianças, adolescentes e jovens franceses, que peregrinaram a Roma por ocasião do Ano Santo da Esperança na condição de acólitos nas várias dioceses francesas.

No seu discurso Leão XIV a todos deu as boas-vindas e mostrou-se “muito feliz por vos encontrar, a vós e a todos os que vos acompanham” e lembrou o Ano Santo como “uma ocasião excecional que o Senhor Jesus nos oferece para nos convertermos, crescermos na fé e no seu amor, para nos tornarmos melhores discípulos”.

Uma amizade com Jesus que muda a vida

Apelando à intimidade com Cristo, o Papa convidou os jovens acólitos a “tirarem tempo para falar com Jesus no segredo do coração e amá-lo cada vez mais”, lembrando que “Ele deseja apenas fazer parte da vossa vida para iluminá-la a partir de dentro”.

Para Leão XIV, esta amizade pessoal com Jesus é o fundamento da alegria cristã: “A vida torna-se bela e feliz com Jesus. Ele bate à porta e espera por vós”, afirmou, citando o livro do Apocalipse: “Eis que estou à porta e bato” (Ap 3,20).

A esperança como âncora segura

Referindo-se ao tema do Ano Santo — a esperança — o Papa Leão XIV reconheceu que muitos jovens vivem rodeados por sofrimento, angústia e incerteza: “O mundo vai mal, enfrenta desafios cada vez mais graves e inquietantes. Quem virá em nosso auxílio?”, questionou.

“Só Jesus nos pode salvar, porque só Ele tem esse poder — é o próprio Deus — e porque nos ama”, respondeu.

Citando São Pedro, no livro dos Atos dos Apóstolos [ndr: At 4,12] o papa exortou os mais novos a “gravar no vosso coração estas palavras” e a colocar Jesus no centro da vossa vida.”

A esperança cristã, continuou o Papa, “será sempre, nos momentos de dúvida, de desânimo e de tempestade, como uma âncora segura lançada ao céu”.

A Eucaristia salva o mundo hoje

Na sua intervenção, Leão XIV centrou grande parte da mensagem no papel fundamental da Eucaristia e no serviço que os acólitos prestam no altar.

“A celebração da Missa salva-nos hoje! Salva o mundo hoje!”, disse para sustentar que “o cristão não vai à Missa por obrigação, mas porque dela precisa absolutamente — do dom da vida de Deus que se oferece sem pedir nada em troca.”

O Papa pediu aos jovens que sirvam com dignidade, consciência e reverência: “Tenham sempre presente a grandeza e a santidade do que se celebra. A Missa é uma festa, sim, mas também um momento sério e solene. O vosso silêncio, o vosso serviço, devem introduzir os fiéis na grandeza do Mistério.”

“A falta de sacerdotes é uma desgraça para a Igreja”

Num apelo direto à vocação sacerdotal, o Papa Leão XIV dirigiu-se de forma clara aos jovens: “Quero dizer-vos algo que devem escutar, mesmo que vos possa inquietar: a falta de sacerdotes em França, e no mundo, é uma grande desgraça! Uma desgraça para a Igreja!

Convidou, por isso, os acólitos a estarem atentos ao possível chamamento ao sacerdócio, descrevendo esta vocação como uma vida “maravilhosa, onde cada dia o sacerdote encontra Jesus de forma excecional e o oferece ao mundo”.

Um testemunho de alegria e esperança

No final do encontro, o Papa agradeceu “o serviço generoso” prestado pelos acólitos nas suas paróquias e destacou que “o vosso número e a fé que vos anima são um grande consolo e um sinal de esperança”. Exortou-os a perseverarem e a testemunharem “a alegria de servir a Missa”.

Leão XIV concluiu a audiência concedendo a todos os presentes, incluindo os acompanhantes, sacerdotes e famílias, a Bênção Apostólica, desejando que regressem a casa “mais próximos de Jesus, decididos a amá-lo e a segui-lo”.

Imagem: VATICAN MEDIA

Educris|26.08.2025 

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