
Na missa de encerramento do Jubileu das Equipas Sinodais e dos organismos de participação realizada hoje na Basílica de São Pedro, o Papa Leão XIV destacou a importância da comunhão, da humildade e do serviço na vida da Igreja, e exortou os fiéis a caminharem juntos na busca de Deus e na construção de uma Igreja acolhedora e participativa
O Papa afirmou hoje que a Igreja não se reduz a “uma instituição religiosa” nem se identifica apenas “com hierarquias e estruturas”, mas “é o sinal visível da união entre Deus e a humanidade”, reunindo todos num único povo de filhos amados.
“A Igreja é o sinal visível da união entre Deus e a humanidade, do seu projeto de nos reunir a todos numa única família de irmãos e irmãs e de nos tornar seu povo”, afirmou na homilia da eucaristia deste domingo.
Na Basílica de São Pedro, no Vaticano, Leão XIV destacou o papel das equipas sinodais e dos órgãos de participação, lembrando que estas “expressam o que acontece na Igreja, onde as relações não obedecem às lógicas do poder, mas às do amor”.
O Papa contrapôs a lógica mundana, do domínio e do egoísmo, à lógica da vida espiritual, que “nos revela como filhos de Deus e irmãos uns dos outros”.
Leão XVI lembrou que para a Igreja a regra suprema é o amor, e que todos são chamados a servir, escutar e participar.
“Ninguém é chamado a comandar, todos somos chamados a servir; ninguém possui a verdade inteira, todos devemos buscá-la humildemente e juntos”, desenvolveu.
Referindo-se à parábola do fariseu e do publicano, o papa americano alertou para o perigo do individualismo e do julgamento dentro da comunidade cristã.
“O fariseu olha apenas para si, justifica-se e elogia-se. Está obcecado pelo seu eu e não tem relação nem com Deus nem com os outros”, lamentou.
Em contraponto parece surgir a figura do publicano que é apresentado por Jesus como “modelo de humildade e abertura”.
“Devemos todos reconhecer-nos necessitados de Deus e uns dos outros, exercitando-nos no amor mútuo, na escuta recíproca e na alegria de caminhar juntos”, advogou.
Leão XIV sublinhou que ser Igreja sinodal implica uma busca coletiva da verdade, guiada pelo Espírito Santo pois “o discernimento eclesial requer liberdade interior, humildade, oração, confiança mútua, abertura à novidade e abandono à vontade de Deus”.
“Ser Igreja sinodal significa reconhecer que a verdade não se possui, mas se busca juntos, deixando-se guiar por um coração apaixonado pelo Amor”, completou.
No final da sua homilia o Papa convocou os crentes à construção de uma Igreja humilde e acolhedora, inspirada na palavra de D. Tonino Bello sobre Maria.
“Santa Maria, mulher convivências, alimenta nas nossas Igrejas o desejo de comunhão. Ajuda-as a superar as divisões internas e a serem lugares de unidade e acolhimento”.
Imagem: Vatican MEDIA
Educris|26.10.2025




