Alcindo Valente, está em Roma a participar no Jubileu do Mundo Educativo. Docente destaca o papel formativo da disciplina de EMRC e a sua importância na educação integral dos mais novos
A comunidade educativa do Colégio de São Miguel, em Fátima, uniu-se esta semana ao Jubileu do Mundo Educativo, com um “momento especial de oração e criatividade protagonizado pelos alunos”.
A iniciativa contou com o apoio do professor Alcindo Valente, docente de Educação Moral e Religiosa Católica (EMRC), que contabiliza já 37 anos de carreira — três deles no ensino público, na Quinta do Conde, Diocese de Setúbal, e os restantes na instituição onde leciona atualmente.
“Participámos num concurso que pretendia oferecer uma prenda ao Papa, com trabalhos realizados pelos alunos”, explicou o professor.
“Uma turma de artes contribuiu com desenhos e uma aluna participou com poesia”, recorda.
Aproveitando a proximidade do Jubileu da Educação, o colégio utilizou esses materiais para construir uma oração comunitária, recitada em todas as turmas na oração matinal habitual.
“Foi uma forma de recordar, valorizar e apresentar o trabalho dos alunos”, sublinhou na viagem para Roma.
Entre o público e o privado: diferenças e missão
Com experiência no ensino estatal e no ensino privado católico, Alcindo Valente afirma não sentir grandes diferenças no relacionamento com os jovens.
“Talvez seja pela minha maneira de ser ou pelo modo como a disciplina se estrutura, mas a verdade é que sendo próximo dos alunos, integrei-me sempre bem”, refere.
Reconhecendo, “algumas diferenças” entre os dois sistemas de ensino, o docente destaca “a maior estabilidade organizacional” do setor privado e “uma cultura mais estruturada de voluntariado e projetos”.
Ao EDUCRIS Alcindo Valente sistema a urgência de formar “integralmente os alunos”, numa sociedade em mutação acelerada e onde tudo parece volátil.
“No Colégio de São Miguel os pilares da nossa identidade são a amizade, a verdade e a exigência”, afirma para defender que esta filosofia favorece comportamentos e valores sólidos entre os estudantes.
O papel da EMRC e dos professores
Questionado sobre o papel específico do professor de EMRC, Valente sublinha que a missão formativa é transversal.
“O nosso papel é muito importante, mas não é exclusivo. Qualquer professor, de História, de Geografia, ou outra disciplina, tem responsabilidade na formação humana e social dos alunos”, afirma, enfatizando o ambiente educativo positivo da escola.
Apesar da disciplina não contar para a média, o docente assegura que o interesse é elevado.
“Não tenho razão de queixa. Há muitos alunos empenhados, inclusive estudantes evangélicos ou de outras religiões. Antes de mais, está a formação da pessoa — e depois, claro, a mensagem cristã e o testemunho de Jesus Cristo como companheiro de caminho”, completa.
Alcindo Valente é docente numa escola católica em Portugal e está a participar no Jubileu do Mundo Educativo até ao próximo sábado, em Roma.
Educris|31.10.2025



