Jubileu 2025: Escola Católica junta-se ao Jubileu do Mundo Educativo com «oração e arte»

Alcindo Valente, está em Roma a participar no Jubileu do Mundo Educativo. Docente destaca o papel formativo da disciplina de EMRC e a sua importância na educação integral dos mais novos

A comunidade educativa do Colégio de São Miguel, em Fátima, uniu-se esta semana ao Jubileu do Mundo Educativo, com um “momento especial de oração e criatividade protagonizado pelos alunos”.

A iniciativa contou com o apoio do professor Alcindo Valente, docente de Educação Moral e Religiosa Católica (EMRC), que contabiliza já 37 anos de carreira — três deles no ensino público, na Quinta do Conde, Diocese de Setúbal, e os restantes na instituição onde leciona atualmente.

“Participámos num concurso que pretendia oferecer uma prenda ao Papa, com trabalhos realizados pelos alunos”, explicou o professor.

“Uma turma de artes contribuiu com desenhos e uma aluna participou com poesia”, recorda.

Aproveitando a proximidade do Jubileu da Educação, o colégio utilizou esses materiais para construir uma oração comunitária, recitada em todas as turmas na oração matinal habitual.

“Foi uma forma de recordar, valorizar e apresentar o trabalho dos alunos”, sublinhou na viagem para Roma.

Entre o público e o privado: diferenças e missão

Com experiência no ensino estatal e no ensino privado católico, Alcindo Valente afirma não sentir grandes diferenças no relacionamento com os jovens.

“Talvez seja pela minha maneira de ser ou pelo modo como a disciplina se estrutura, mas a verdade é que sendo próximo dos alunos, integrei-me sempre bem”, refere.

Reconhecendo, “algumas diferenças” entre os dois sistemas de ensino, o docente destaca “a maior estabilidade organizacional” do setor privado e “uma cultura mais estruturada de voluntariado e projetos”.

Ao EDUCRIS Alcindo Valente sistema a urgência de formar “integralmente os alunos”, numa sociedade em mutação acelerada e onde tudo parece volátil.

“No Colégio de São Miguel os pilares da nossa identidade são a amizade, a verdade e a exigência”, afirma para defender que esta filosofia favorece comportamentos e valores sólidos entre os estudantes.

O papel da EMRC e dos professores

Questionado sobre o papel específico do professor de EMRC, Valente sublinha que a missão formativa é transversal.

“O nosso papel é muito importante, mas não é exclusivo. Qualquer professor, de História, de Geografia, ou outra disciplina, tem responsabilidade na formação humana e social dos alunos”, afirma, enfatizando o ambiente educativo positivo da escola.

Apesar da disciplina não contar para a média, o docente assegura que o interesse é elevado.

“Não tenho razão de queixa. Há muitos alunos empenhados, inclusive estudantes evangélicos ou de outras religiões. Antes de mais, está a formação da pessoa — e depois, claro, a mensagem cristã e o testemunho de Jesus Cristo como companheiro de caminho”, completa.

Alcindo Valente é docente numa escola católica em Portugal e está a participar no Jubileu do Mundo Educativo até ao próximo sábado, em Roma.

Educris|31.10.2025

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