
Leão XIV destaca a paz, o perdão e o poder reconciliador das feridas de Cristo ressuscitado em nova catequese inserida no Jubileu 2025
Na terceira catequese dedicada ao Jubileu de 2025, o Papa Leão XIV sublinhou que a ressurreição de Jesus não foi um triunfo ruidoso, mas uma manifestação discreta e desarmada de um amor que vence todas as traições. Diante de milhares de fiéis reunidos na Praça de São Pedro, o Santo Padre convidou os cristãos a tornarem-se “instrumentos de reconciliação”, deixando-se transformar pelo sopro do Espírito e não escondendo as próprias feridas curadas pela misericórdia.
A paz que nasce das chagas
Ao comentar o episódio do Evangelho de João (20, 19-21), em que Jesus ressuscitado aparece aos discípulos no cenáculo, o Papa destacou a força transformadora da saudação de Cristo: “A paz esteja convosco”. Uma paz que não nasce do esquecimento ou da força, mas da reconciliação plena com o sofrimento e a traição.
“As feridas não servem para repreender, mas para confirmar um amor mais forte do que qualquer infidelidade”, afirmou o Papa.
Jesus não volta em vingança, mas com ternura
O Papa Leão XIV insistiu no contraste entre as reações humanas ao sofrimento e a atitude de Jesus ressuscitado: “não há vingança, nem desejo de represália, mas sim mansidão, perdão e um profundo desejo de comunhão” com os discípulos, apesar das suas falhas.
“O Ressuscitado não sente necessidade de afirmar a sua superioridade” nem “volta com gestos de poder, mas com um amor que não humilha”, afirmou.
Feridas que curam e enviam
O Santo Padre destacou que Cristo mostra as suas feridas aos discípulos não para acusar, mas para perdoar e enviar. A ressurreição, explicou, não apaga o passado, mas transforma-o em esperança viva.
“Jesus oferece as suas chagas como garantia de perdão. E mostra que a ressurreição não é o anulamento do passado, mas a sua transfiguração em esperança de misericórdia.”
Missão da Igreja: comunicar a alegria do perdão
Ao soprar sobre os discípulos e infundir-lhes o Espírito Santo, Jesus confia à Igreja a missão de ser portadora de paz, não de poder. Uma missão nascida da experiência do perdão e da graça, não da perfeição.
“A missão da Igreja não é administrar poder, mas comunicar a alegria de quem foi amado exatamente quando não o merecia.”
Não esconder as feridas curadas
Na conclusão da catequese, o Papa dirigiu-se a todos os fiéis, encorajando-os a não esconder as feridas curadas pela misericórdia, mas a tornarem-se sinais vivos de esperança e de paz no meio do mundo.
“Não tenhais medo de mostrar as vossas feridas curadas. Que o sopro do Espírito nos torne testemunhas de um amor mais forte do que qualquer derrota”, desejou.
Imagem: AC
Educris|01.10.2025




