Cardeal Tolentino Mendonça distinguido com o Prémio Universidade de Coimbra

Prémio vai ser entregue em sessão solene no próximo dia 1 de março

O cardeal José Tolentino Mendonça foi distinguido hoje, por unanimidade, com o Prémio Universidade de Coimbra, que vai ser atribuído na próxima segunda-feira, 1 de março, na sessão solene comemorativa do 731.º aniversário da instituição.

“Trata-se de uma figura ímpar, uma pessoa da cultura, com uma visão social inclusiva, que tocou muito diretamente ao júri, que o nomeou por unanimidade”, realçou Amílcar Falcão, reitor da Universidade de Coimbra citado pela Agência Lusa.

Instituído em 2004, o galardão da universidade «mais antiga do país e uma das mais antigas do mundo», que remonta aos finais do século XIII, é concedido anualmente «a uma pessoa de nacionalidade portuguesa de inequívoco valor percebido na sua área profissional – que pode ser das áreas da cultura, da economia e gestão e/ou ciência e inovação – que se distinguiu no ano transato de forma inequívoca no apoio incondicional ao desenvolvimento das pessoas, das famílias, das empresas e das comunidades, apoiando um crescimento inclusivo e sustentável de sociedade», refere o regulamento.

O prémio, no valor de 25 mil euros, vai ser dividido em duas partes, “sendo dez mil euros para o vencedor e 15 mil euros para uma bolsa de investigação numa área que será determinada pelo vencedor”, adianta Amílcar Falcão.

“Tratando-se de quem se trata, acreditamos que será, certamente, de uma área de inclusividade, de resposta às dificuldades da sociedade num ano tão difícil como o que estamos a viver e em que a humanidade, que é o tema da Semana Cultural da Universidade de Coimbra, fica muito bem representada com um premiado desta qualidade”, explicou. 

D. José Tolentino Mendonça, que foi elevado a cardeal em 2019, é poeta, teólogo, sacerdote e professor universitário, sendo considerado uma das vozes mais originais da literatura portuguesa contemporânea e reconhecido como um eminente intelectual católico.

A sua obra, já distinguida com vários prémios, inclui poesia, ensaios e peças de teatro. Tem também colaborado como tradutor e organizador em muitos outros livros.

Nascido em dezembro de 1965, em Machico, na ilha da Madeira, foi ordenado padre em 1990 e começou por exercer funções enquanto sacerdote na Paróquia de Nossa Senhora do Livramento no Funchal, entre 1992 e 1995.

Em Lisboa, foi capelão durante cinco anos na Universidade Católica Portuguesa, esteve na paróquia de Santa Isabel e, entre 2010 e 2018, foi reitor da Capela do Rato.

Entre 2004 e 2014, Tolentino Mendonça foi o primeiro diretor do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura, então criado pela Conferência Episcopal Portuguesa, para promover o diálogo entre a Igreja e o meio cultural nacional.

Em 26 de junho de 2018, Tolentino Mendonça foi nomeado bibliotecário e arquivista da Biblioteca e Arquivo Apostólicos da Santa Sé pelo Papa Francisco.

Educris|25.02.2021

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