
Francisco rezou pelas famílias e apelidou de “pandemia social” o que está a acontecer
“Em muitos lugares, sente-se um dos efeitos desta pandemia: tantas famílias necessitadas, famintas, infelizmente são “ajudadas” pelo grupo de usurários. Esta é outra pandemia. A pandemia social: famílias de pessoas que têm um emprego diário, ou infelizmente clandestino, que não podem trabalhar, não têm comida… e com filhos”, disse o papa na eucaristia transmitida online pelos serviços de comunicação do Vaticano.
Francisco lembrou que estas famílias “vivem nas mãos dos agiotas” que “roubam o pouco que sobra”.
“Oremos por estas famílias, pelas muitas crianças destas famílias, pela dignidade destas famílias, e rezemos também pelos agiotas: que o Senhor comova o seu coração e os converta”.
Na sua homilia, e dando continuidade à história da igreja primitiva narrada no livro dos Atos dos Apóstolos, o papa chamou a atenção para a postura dos apóstolos “que preferem obedecer a Deus do que aos homens” que os havia “proibido de pregar em nome de Jesus”.
“Na história, a Igreja teve de fazer isto muitas vezes para salvar o povo de Deus. E muitas vezes também o fez para se salvar a si mesma – não a Santa Igreja, mas os seus líderes”, lembrou.
Para Francisco a “coragem de Pedro” e dos apóstolos, advém-lhes da “graça e da oração do Mestre” pois “ele, Pedro, era instável e medroso, generoso, mas fraco”.
“Eis o segredo de Pedro: a oração de Jesus. Jesus reza por Pedro, para que a sua fé não desfaleça e possa – diz Jesus – confirmar os irmãos na fé. Jesus reza por Pedro”, constatou.
“O que Jesus fez com Pedro, faz com todos nós. Jesus reza por nós; reza diante do Pai. Estamos habituados a orar a Jesus para que nos conceda esta ou outra graça, para que nos ajude, mas não estamos habituados a contemplar Jesus que mostra as chagas ao Pai; a Jesus, o intercessor, a Jesus que reza por nós”, disse.
Educris|23.04.2020




