
Francisco recordou os que sofrem de tristeza e apontou Jesus «como o companheiro de viagem»
“Oramos hoje, nesta missa, por todas as pessoas que sofrem de tristeza, porque estão sozinhas ou porque não sabem que o futuro que os espera ou porque não podem aumentar a família porque não têm dinheiro, porque não têm trabalho. Tantas pessoas que sofrem de tristeza. Oramos por eles hoje”, disse o papa no início da eucaristia a que presidiu na casa de Santa Marta, no Vaticano.
Na sua homilia, e tomando o evangelho deste III Domingo da Páscoa que narra o episodio dos discípulos de Emaús, Francisco começou por afirmar que “o cristianismo, é, antes de mais, uma reunião. Uma pessoa é cristã porque conheceu Jesus Cristo e ele, permitiu dar-se a conhecer a ela”.
Perante o encontro entre Jesus e os discípulos, que caminhavam para Emaús, após a morte de Jesus, o papa lembrou que “nascemos com uma semente de inquietação” pois o “nosso coração está sedento de Deus”.
“O encontro com Deus acontece, em geral, devagar. Ele respeita os nossos tempos. Ele é o Senhor da paciência. Quanta paciência o Senhor tem com cada um de nós! O Senhor caminha ao nosso lado”, explicitou.
Para Francisco “encontramos Jesus no escuro das nossas dúvidas, mesmo no meio dos nossos pecados, das nossas dúvidas. O Senhor está sempre connosco”.
“O amago do cristianismo é um encontro. É o encontro com Jesus. Ele procura sempre por nós. E nós temos a nossa preocupação. No encontro entre Jesus e a nossa inquietação começa a vida da graça, a vida da plenitude, a jornada cristã”
No final da sua homilia o papa rezou pedindo a “graça para encontrar Jesus todos os dias, saber, saber exatamente que ele caminha connosco em todos os nossos momentos. Ele é nosso companheiro de caminho”.
Educris|26.04.2020




