Covid-19: Papa reza pelos que realizam os serviços funerários (C\vídeo)

Francisco lembrou que a fé se transmite pelo “testemunho” e lembrou todos os que “trabalham nos serviços fúnebres”

“Oremos juntos hoje pelas pessoas que prestam serviços funerários. O que eles fazem é tão doloroso, tão triste e sentem a dor dessa pandemia tão próxima. Vamos orar por eles”, pediu o Papa no início da eucaristia transmitida pelos serviços de comunicação do Vaticano.

Na sua homilia, e evocando a festa do evangelista São Marcos, que hoje a Igreja celebra, Francisco lembrou o autor como “muito próximo de Pedro” e destacou a sua missão “por ter escrito com simplicidade o Evangelho” convidando os fiéis a “relerem-no hoje”.

“O evangelho de Marcos foi o primeiro a ser escrito. É simples, um estilo simples, muito próximo. Se tiverdes algum tempo hoje, tomai-o e lede-o hoje. Não demora, e é um prazer ler a simplicidade com que Marcos relata a vida do Senhor”, disse.

Tomando o excerto do evangelho apresentado hoje pela liturgia e que relata o envio dos apóstolos o papa lembrou que “a fé nos leva sempre para fora de nós mesmos” pois tem uma dimensão missionaria”.

“Existe a natureza missionária da fé. A fé é missionária ou não é fé. A fé não é apenas para mim, porque eu cresço com fé: essa é uma heresia gnóstica. A fé leva-te sempre para fora de ti mesmo”.

Deste modo, continuou Francisco, “a transmissão da fé deve ser oferecida, especialmente com o testemunho”.

Recordando um testemunho de um padre europeu que lhe confidenciou que havia “muita descrença na europa” o papa considerou que “falta missionariedade. Porque a convicção está ausente na raiz”.

“A fé é social, é para todos: «Ide pelo mundo inteiro e proclamai o Evangelho a toda criatura» (v. 15). E isto não significa proselitismo, como se eu fosse uma equipa de futebol ou uma instituição de caridade. Não, uma fé sem proselitismo”, apelou.

Esta certeza de que a fé vem “para todos” e deve ser oferecida nasce da convicção de que “se está a oferecer um tesouro. Não se trata de convencer”, explicou, afirmando que ela parte “do Senhor que está connosco até ao fim e não de um qualquer professor ou ideologia”.

No final o papa rezou pedindo ao “senhor que nos ajude a viver a nossa fé desta maneira. De portas abertas, uma fé transparente e não proselitista”.

Educris|25.04.2020

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