Escolas Católicas propõem valorização da carreira, reforço do financiamento e redes de colaboração para enfrentar falta de professores

90 representantes, de meia centena de estabelecimentos de ensino, refletiram sobre o presente da educação em Portugal.

A II Jornada «Escola Católica – Identidade e Futuro», promovida pela Associação Portuguesa de Escolas Católicas (APEC) e pelo Secretariado Nacional da Educação Cristã (SNEC), decorreu a 20 de fevereiro, em Fátima, centrando-se na “escassez de professores e de lideranças nas escolas católicas”.

A partir das respostas a um questionário enviado aos estabelecimentos de ensino, foram apresentadas 350 propostas, onde se destaca a necessidade de “melhorar salários e condições de trabalho, valorizar a carreira docente e reduzir a carga burocrática”, afirmam em comunicado.

Os responsáveis pela educação católica em Portugal sustentam como vital “o reforço do financiamento estatal, particularmente no âmbito dos contratos de associação” e apelam à “promoção de redes de colaboração entre escolas”.

A missiva revela, ainda, a necessidade de serem adotados “princípios éticos no recrutamento” e a definição de “estratégias que tornem a profissão mais atrativa, num contexto marcado pela crescente dificuldade em assegurar quadros docentes estáveis”.

Da parte da tarde os responsáveis das escolas católicas escutaram José Luís Gonçalves, diretor da Escola Superior de Educação de Paula Frassinetti, e José Manuel Silva, professor do ensino superior e ex-diretor regional de Educação, que trouxeram à reflexão “os desafios futuros das escolas católicas, antecipando um cenário de persistente falta de professores, novas configurações curriculares e maior integração da Inteligência Artificial”.

A jornada destinou-se exclusivamente a direções e administrações de escolas católicas, reunindo cerca de 90 participantes, em representação de meia centena de estabelecimentos de ensino.

Educris|24.02.2026

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