Francisco desafia jovens a ser «artífices de paz e construtores de pontes»

Papa recorda necessária “peregrinação espiritual” até Lisboa 2023, e lembra que “não se pode conhecer Jesus, se não se conhece a Igreja”

O Papa Francisco expressou hoje o desejo de tomar os “jovens pela mão para continuarmos juntos na peregrinação espiritual que nos conduz rumo à Jornada Mundial da Juventude de Lisboa em 2023”.

Na mensagem para a XXXVI Jornada Mundial da Juventude, que se realiza em todas as dioceses católicas do mundo a 21 de novembro, Francisco convida os mais novos a “semear esperança, defender a liberdade e a justiça, ser artífices de paz e construtores de pontes”, defendo a necessidade de agir.

“Quando cai um jovem, de certo modo cai a humanidade. Mas também é verdade que, quando um jovem se levanta, é como se o mundo inteiro se levantasse. Queridos jovens, que grande potencialidade tendes nas vossas mãos! Que força trazeis nos vossos corações!”, considera.

Sob o tema «Levanta-te! Eu te constituo testemunha do que viste!» (cf. At 26, 16) a mensagem lembra o atual “momento histórico”, e apela a que todos vivam as várias etapas que levam à edição internacional da JMJ, em 2023, como “verdadeiros peregrinos e não como ‘turistas da fé’”.

“Espero de todo o coração que esta mensagem ajude a preparar-nos para tempos novos, para uma página nova na história da humanidade. Mas não há possibilidades de recomeçar sem vós, queridos jovens. Para levantar-se, o mundo precisa da vossa força, do vosso entusiasmo, da vossa paixão […] Tornar-nos-emos profetas de tempos novos, cheios de esperança”, completa.

Apontando o apóstolo Paulo como “modelo de encontro com Cristo”, o Papa desafia as novas gerações católicas a percorrer “os caminhos de Damasco” de hoje e a ser “testemunhas da Igreja” no encontro com “tantos jovens”.

Francisco aponta o “diálogo entre pais e filhos, entre jovens e idosos”, a necessidade de “defender a justiça social e os pobres e vulneráveis” e o desfio de um novo “para a criação”, reconhecendo a “Terra como a nossa casa comum e te dá a coragem de defender a ecologia integral”, como prioridades de hoje.

Educris|27.09.2021

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