
Modo de vida ancestral recebe 3 mulheres que passam a habitar eremitérios próprios
Três espaços sagrados, com capela e a presença do Santíssimo Sacramento, marcam regresso dos eremitas à Diocese de Bragança-Miranda.
Para já são 3 eremitas mulheres, de nacionalidades portuguesa e espanhola, que iniciam uma vida de silêncio e solidão para encarnar na “vida quotidiana o chamamento pessoal que cada uma recebeu dentro do estilo de vida eremítico e que as distingue entre si”, assumindo um compromisso na Regra de Vida “que cada uma concebe em resposta a esse chamamento e que assina no dia em que é instituído o Eremitério que vai habitar, durante a Eucaristia celebrada no mesmo”, explica a Diocese de Bragança-Miranda em comunicado.
As três mulheres vão habitar em eremitérios próprios, espaços sagrados com capela e a presença do Santíssimo Sacramento, onde se entregam à oração, “à adoração, ao louvor e à intercessão por toda a Igreja e pelo mundo”.
De acordo com o Catecismo da Igreja Católica, a vida eremítica existe para manifestar “o aspeto interior do mistério da Igreja que é a intimidade pessoal com Cristo” e é “pregação silenciosa d’Aquele a quem entregou a sua vida”.
D. José Cordeiro, arcebispo eleito da Arquidiocese de Braga e presidente da Comissão Episcopal de Liturgia e Espiritualidade, salienta que esta é “uma vocação, é um dom de Deus, uma graça” e que há “cada vez mais pessoas a buscar a vida eremítica”, exemplificando com os 300 eremitas diocesanos existentes em Itália e os mais de 500 em França.
AS três novas eremitas juntam-se assim às seis congregações femininas e duas masculinas presentes na diocese transmontana, para além do recém-criado Mosteiro Trapista de Santa Maria Mãe da Igreja, que conta 10 monjas, e que fica situado na localidade de Palaçoulo.
Imagem: António Cangueiro
Educris|21.01.2022
