JNC25: Irmã Arminda Faustino desafia catequistas a «arregaçar as mangas» e a um renovar do caminho da fé

No encerramento das Jornadas Nacionais de Catequistas 2025, que reuniram 1100 participantes em Fátima, a coordenadora do Departamento da Catequese do SNEC apelou a um novo dinamismo na missão dos catequistas e destacou a importância de uma formação contínua e vivida em comunidade

As Jornadas Nacionais de Catequistas 2025, que decorreram em Fátima sob o tema «Credo: A Fé celebrada e testemunhada», reuniram mais de mil catequistas de todas as dioceses do país. No final do encontro, a irmã Arminda Faustino, coordenadora do Departamento da Catequese do Secretariado Nacional da Educação Cristã (SNEC), sublinhou a importância de transformar a experiência vivida em compromisso ativo nas comunidades locais.

“O que precisamos mesmo é de arregaçar as mangas e ver onde estamos e como podemos fazer. Não há soluções prontas: o catequista é quem dá vida, quem conhece o seu grupo, a sua paróquia e a sua diocese”, afirmou a religiosa, destacando que “é com o Senhor que vamos, confiados na Sua Palavra, renovando a nossa fé e, à Tua Palavra, lançando as redes como Pedro”.

A responsável explicou que o balanço dos trabalhos deste ano é “muito positivo” e que houve a intenção, por parte da organização, em aprofundar os momentos de partilha de experiências e testemunhos práticos.

“Esta ideia de trazer os catequistas a partilhar aquilo que já se vai fazendo nas catequeses é intencional, para que os outros possam crescer e aprender.”

Segundo a irmã Arminda, o objetivo principal foi fazer das Jornadas “um momento forte de encontro com Jesus Cristo e uns com os outros”, com particular destaque para a celebração mistagógica, vivida como expressão de comunhão e missão.

No campo formativo, o SNEC prepara já novos materiais e propostas formativas para consolidar o itinerário catequético iniciado nos últimos anos. Em preparação encontra-se já o último recurso do Tempo de Aprofundamento Mistagógico (AM). «Viver a Fé» é o nome do novo material que vai ser destinado ao sexto ano da catequese. A religiosa deu conta, ainda, da expansão da proposta «Ser Catequista», um percurso de formação inicial para catequistas, já em implementação em várias dioceses.

“Temos materiais e propostas novas, mas precisamos de mais braços e mais operários para a messe. Os novos evangelizadores estão por aí — nas paróquias, nas dioceses, nas famílias. São os pais, as mães, os catequistas, todos chamados a continuar este caminho”, afirmou.

O SNEC trabalha ainda em novos recursos e em percursos dedicados ao despertar da fé e à iniciação cristã, com o objetivo de aproximar a catequese das realidades concretas das comunidades e das novas gerações.

“Jesus caminha muitas vezes ao nosso lado e nem sempre O reconhecemos. É esse o desafio: prosseguir o caminho com Ele, conscientes de que, na escola com o Mestre, aprendemos até ao último momento da nossa vida”, concluiu a irmã Arminda Faustino.

Educris|23.10.2025

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