
Perante mais de 1100 catequistas reunidos em Fátima, no âmbito das Jornadas Nacionais de Catequistas, Carlos Novais, da Diocese do Porto, partilhou a sua experiência e apresentou o projeto «FédeDigno», uma iniciativa que nasceu da sua vivência e percurso enquanto catequista
Integrando um painel composto por três catequistas convidados, Carlos Novais explicou que o projeto surgiu “de uma vontade e de uma experiência adquiridas ao longo dos anos”, e que tem como principal objetivo promover o encontro e a partilha entre catequistas.
“Mais do que uma proposta formativa, o FédeDigno é um espaço para nos sentarmos, olhos nos olhos, e refletirmos sobre como podemos melhorar, ser exemplo e resolver pequenas dificuldades internas dos grupos”, afirmou.
O catequista destacou ainda o alcance nacional que a iniciativa tem vindo a ganhar.
“Este ano tem sido incrível, com encontros desde São Miguel, nos Açores, a Oliveira do Hospital, Coimbra e Braga. Cada experiência torna-me um catequista melhor, mais atento às comunidades a que pertenço”, sublinhou.
Na sua intervenção, Carlos Novais referiu-se também à vocação e paixão de ser catequista, recordando que foi na catequese que mais cresceu “nos valores, na confrontação consigo próprio e na valorização do que tem”.
Em declarações ao EDUCRIS o membro da equipa diocesana de catequese do Porto sublinhou a importância da paixão como elemento essencial da missão.
“Se tivermos paixão, ela vai contagiar outros. É isso que nos falta muitas vezes — uma catequese para todos, baseada não apenas na igualdade, mas na equidade, tratando o que é diferente da melhor forma para que cada pessoa se sinta única e integrada”.
O catequista concluiu sublinhando que o projeto FédeDigno “nasce desta paixão e da experiência entre catequistas”, com o propósito de curar feridas, promover o diálogo e recomeçar juntos: “Porque podemos sempre recomeçar.”
Educris|22.10.2025



